8/31/2011

Desintoxicação Sexual [Parte 3/6]

Uma teologia do sexo

O que Deus criou primeiro: a fome ou a comida? Deus fez o homem ter fome e depois inventou o alimento para saciar a necessidade? Ou será que Deus primeiro inventou os alimentos e, em seguida, deu ao homem um apetite que o motivasse a buscar esse bom presente de Deus? Enquanto nós geralmente criamos uma necessidade para depois conseguir satisfazê-la, Deus tem um fim antes mesmo do início. Ele cria bons presentes e, só depois, cria uma necessidade para eles. Ele não cria uma necessidade para a qual não haja preenchimento. O tema deste capítulo é, simplesmente, sexo, e quero oferecer uma breve teologia do sexo e do desejo sexual. Quero ajudá-lo a ver por que Deus criou o sexo, por que ele criou o desejo sexual, e por que ele distribuiu o desejo sexual em medida desigual.

 

Sexo


Deus nos dá o sexo porque ele tem um poder ímpar de conduzir um marido à sua esposa e uma mulher ao seu marido. Ele sabe disso porque ele é Quem inventou isso! Ele o fez de um modo que o sexo é muito mais do que a soma de suas partes. Poderíamos descrever o sexo apenas em termos de partes do corpo e hormônios, mas nunca chegaríamos nem perto de entender o que ele é. É como tentar descrever um bolo só em termos dos seus ingredientes – farinha, leite, ovos (ou, se fôssemos descrever a Ceia do Senhor, fazendo referência apenas a comer pão e beber vinho). Sexo vai muito além do aspecto meramente físico. Ao contrário, estende-se para o emocional e espiritual. É através da união sexual que duas pessoas são feitos uma só. É um mistério que só pode ser comparado, em termos de impacto, com a união de Deus ao seu povo, como somos enxertados nele.
Deus deu-nos algo extraordinariamente poderoso e foi sábio em colocar limites rigorosos sobre isso. Ele tem todo o direito de fazê-lo porque ele é quem criou o sexo e criou sua função. Sexo, então, é para ser compartilhado apenas entre um marido e sua esposa, e não pode ser estendido para outros, quer antes do casamento, quer durante o casamento (Mateus 5:27,28). O sexo não deve ser despertado até a hora certa (Cantares 8:4). Sexo é para ser praticado regularmente, durante um casamento (1 Coríntios 7:1-5). Tais limites não são destinados para inibir a liberdade, mas para aumentar a liberdade. Quando usamos este dom como Deus o quer, ganhamos grande alegria e liberdade nele. Quando utilizamos o dom de forma errada, acabamos sofrendo por tal abuso.
A finalidade do sexo, então, é fornecer um meio único através do qual o marido e sua esposa podem conhecer um ao outro, servir um ao outro, expressar vulnerabilidade, dar e receber. Nenhuma outra área no casamento oferece tanto a ganhar e tanto a perder. Nenhuma outra área no casamento põe o casal tão junto. E nenhuma mensagem poderia estar mais longe do que o que é visto na pornografia.
Muitos teólogos têm tentado chegar ao significado mais profundo do sexo. “Sexo é uma imagem, uma metáfora, para apontar-nos as alegrias do céu”, eles poderiam dizer. E talvez isso seja verdade. Mas eu não acho que a Bíblia nos diz isso claramente. Também não estou convencido de que precisamos encontrar algum significado mais profundo no sexo a fim de afirmar a sua bondade. Sexo é inerentemente bom, porque foi criado por um Deus bom. Não é necessário construir uma teologia complexa em torno do sexo como se ele só fosse bom em algum tipo de sentido secundário. Ele é perfeitamente bom em si mesmo. Mesmo que seu sentido último não seja mais profundo do que o prazer e a satisfação mútua, o sexo é bom porque Deus é bom. Ele poderia facilmente ter decretado que o sexo fosse uma parte integrante de cada casamento e, em seguida, fazê-lo intrinsecamente desagradável. Ele não o fez. Ao contrário, ele fez o sexo quase transcendente no seu prazer. Em seu melhor, o sexo realmente transcende a maior parte dos outros prazeres da vida. Em sua singularidade, em sua alegria, em sua liberdade e vulnerabilidade. E nestas coisas, o sexo põe marido e mulher juntos em uma maneira única e inigualável.
Quando você entende isso, você deve também compreende porque o sexo é para ser desfrutado apenas entre marido e mulher. Você compreende porque Deus proíbe o sexo pré-marital (fornicação), porque ele proíbe o sexo fora do casamento (adultério) e por que ele proíbe o sexo egoísta (masturbação). Todas estas coisas zombam da realidade. Todas estas coisas são abusar do bom presente de Deus.

 

Desejo

Juntamente com o sexo, Deus criou o desejo sexual. Quando jovem, eu, como tantos outros, lutava com a incapacidade de expressar meu desejo sexual crescente e até mesmo me lembro de clamar a Deus perguntando por que ele tinha me dado esse desejo. Muitas vezes o desejo sexual é um fardo pesado. A resposta às minhas perguntas veio só mais tarde.
Há alguns que dizem que o desejo sexual existe apenas para motivar a procriação, que a desejo de fazer sexo vai levar o marido a juntar-se à sua esposa com o feliz resultado de concepção. Aqui C. S. Lewis aplica um corretivo útil (em seu livro Cristianismo Puro e Simples). Ele afirma que a finalidade biológica do sexo é a procriação (e não podemos perder de vista este objetivo importante do sexo), mas ele traça um paralelo útil com o apetite que temos para o alimento. A finalidade biológica de comer é para reparar o corpo e, embora algumas pessoas sejam dadas à glutonaria, nós sabemos que o apetite vai um pouco além da finalidade biológica. Um homem conseguiria comer duas vezes mais comida do que seu corpo necessita para seus efeitos biológicos, mas poucos vão comer isso tudo.
Quando se trata de sexo, porém, o apetite excede em muito a sua finalidade biológica. Se o apetite sexual correspondesse à sua função biológica, a pessoa só teria desejo sexual algumas vezes na vida, ou então ela teria milhares de filhos. Será que isso não nos ensina que Deus deseja que façamos sexo por motivos além da procriação? A única outra alternativa é que esse apetite é um produto do pecado e deve ser suprimido. Mas não, isso não pode ser. A Bíblia é clara em legitimar o desejo sexual. O desejo dentro do casamento e o desejo pelo seu próprio cônjuge são legítimos diante de Deus.
Deus dá desejo sexual ao homem, um apetite sexual, porque quer que ele tenha relações sexuais com a sua esposa. Será que não pode ser simples assim? E mais, Ele dá um apetite forte que supera qualquer tipo de finalidade biológica, porque ele quer que o casal a faça muito sexo. Afinal, a única admoestação na Escritura quanto à freqüência do sexo no casamento é permitir apenas uma breve pausa, com um objetivo bem definido e, mesmo assim, apenas para o motivo específico de dedicar tempo à oração (ver outra vez 1 Coríntios 7), e ainda, mesmo assim, só se ambos estiverem de acordo. Na verdade, a Bíblia vai tão longe a ponto de dizer que o corpo da mulher pertence ao marido, que ele tem autoridade sobre o corpo dela. E que o corpo do marido pertence à sua esposa, ela tem autoridade sobre o corpo dele. O princípio dominante é que maridos e mulheres devem ter relações sexuais com freqüência e não recusar um ao outro este dom especial.
Sexo é uma parte integrante da relação de marido e mulher de tal forma que Deus deu o desejo de participar disso, de apreciar esse relacionamento. Este desejo sexual motiva o homem a buscar uma esposa e se casar com ela para assim, juntos, eles poderem desfrutar do sexo. Este desejo motiva o homem a continuar buscando sua esposa, mesmo depois de estarem casados. Sem este desejo, sem este apetite, seria muito mais fácil para nós evitarmos cumprimento do dever dado por Deus de ter relações sexuais (e muitas) e, por meio delas, a experiência da intimidade e da unidade (e muita). Então Deus dá o desejo que se destina a ser cumprido apenas dessa forma. Se nós não experimentarmos as dores da fome nós podemos não comer. Se nós parássemos de comer, nosso organismo iria parar e nós morreríamos. Se nós não sentíssemos desejo sexual poderíamos não ter relações sexuais. E se deixássemos de ter sexo, nosso casamento iria sofrer e morrer. Desejo sexual, então, é um dom de Deus dado não para atormentar, mas para motivar a obediência. Quando um jovem inevitavelmente sente o desejo sexual não é um convite à pornografia e masturbação, mas uma cutucada em direção ao casamento.

 

Desejo desigual

No entanto, o desejo sexual, o apetite para o sexo, não é dado em igual medida. Ele é geralmente dado em maior parte para os homens. Por quê? A resposta, eu estou convencido, vai direto ao coração do relacionamento marido-mulher. Deus ordena que os homens, maridos, sejam líderes. Os homens têm o papel de liderança, enquanto as mulheres têm o de seguir. Deus quer que os homens tomem a liderança, mesmo no sexo e, portanto, ele dá aos homens um maior desejo sexual. Desta forma, os homens podem guiar suas esposas, tomar a iniciativa, tendo o cuidado de amar suas esposas de tal forma que elas desejem ter relações sexuais com seus maridos.
De modo geral, o homem encontra intimidade e aceitação através de sexo, enquanto a mulher precisa experimentar intimidade e aceitação antes que ela possa estar preparada para desfrutar o sexo. E assim Deus dá ao homem um apetite sexual tal que ele possa, por sua vez, fornecer para sua esposa necessidades antes que ela proveja para ele. Seu apetite sexual não pode ser separado de sua liderança. Se a mulher estivesse na liderança a este respeito, se ela sempre fosse a instigadora sexual, seria muito menos provável que o marido buscaria sua esposa e procuraria atender suas necessidades exclusivas. Você vê o quanto isso é bonito? O marido tem um desejo que somente sua esposa pode satisfazer, um desejo por sua esposa; Portanto, ele assume a liderança na busca de satisfazer esse desejo. Ele faz isso ao encontro dos desejos de sua esposa que, por sua vez, leva ela a apreciar e, finalmente, satisfazer seus desejos. E então, nesse ato de consumação, Deus concede a graça que ultrapassa a mera união de carne e osso.
Enquanto o marido lidera, a esposa é chamada por Deus a submeter-se à liderança de seu marido, mesmo no leito conjugal. Como em outras áreas da vida, ela é chamada a desafiar tal liderança somente se as exigências do marido violarem a sua consciência ou a lei de Deus. Podemos ver isso como uma responsabilidade da mulher, mas também temos de ver isso como uma responsabilidade particular do marido. Ele deve liderar de tal maneira que sua esposa não tenha nenhuma razão para recusá-lo. Ele deve ser sensível às suas necessidades e desejos. Ele deve reconhecer os momentos em que, por uma razão ou outra, seria muito difícil para ela doar-se a ele. Ele não deve tentar conduzi-la a atos que iriam deixá-la desconfortável ou fazê-la sentir-se violentada. Ele precisa exemplificar a liderança como um servo mesmo ali no quarto. Seus pensamentos devem ser primeiro a favor dela. O marido pode ter, às vezes, tendência de ser ou um tirano no quarto, abusando de sua liderança por dominação ou abdicação. Ele nunca deve fazer isso.
Se Adão e Eva gozavam sexo antes de sua queda em pecado (eu tenho a impressão de que a Queda aconteceu pouco tempo depois da Criação, mas creio que houve algum tempo entre os dois eventos, portanto, eles devem ter gozado do sexo perfeito por um pouco.) não deve ter havido uma só ocasião em que Eva recusou Adão porque nunca houve uma época em que ele não esteve pensando primeiro nela. Que razão teria ela para recusar? Mas depois que pecou, quando Adão parou de pensar em primeiro lugar em Eva e quando ela começou a se rebelar contra sua liderança, foi aí que o sexo tornou-se uma luta. E continua a ser uma luta hoje. Eu sei que a maioria dos maridos e esposas irá concordar que eles tiveram mais lutas sobre o sexo do que sobre qualquer outra coisa. O meio de graça mais especial para um marido e sua esposa se tornou a maior causa de conflitos. E isto é exatamente o que Satanás pretende. Apesar de Satanás odiar qualquer tipo de prazer, ele ainda os usa para seus fins. Seu plano é que as pessoas tenham muito sexo fora do relacionamento conjugal e pouco dentro da relação do casamento quanto possível. Seu plano é mascarar, ocultar o verdadeiro propósito do sexo por trás do prazer e o mostrar como um simples ato físico. É um plano inteligente e que tem sido provado eficaz repetidas vezes.
Você vê como a pornografia distorce tudo isto? A pornografia faz uma zombaria dos propósitos do sexo, do desejo sexual e do desejo sexual desigual. Enquanto Deus diz que a finalidade do sexo é a construção da unidade entre um marido e sua esposa, a pornografia diz que é apenas para satisfazer todo o desejo com qualquer parceiro. Enquanto o desejo sexual é bom, fazendo um marido buscar sua esposa (e a mulher o seu marido) pornografia diz que não pode e não deve ser controlada. Todas as mensagens da pornografia vão diretamente contra os propósitos de Deus.
Podemos não entender exatamente o que o sexo faz dentro de um casamento, mas podemos confiar que Deus tem seus motivos para inventá-lo e ordenar que o experimentemos. O sexo é um chamado para o marido buscar a sua esposa e para conduzi-la, como servo, para uma compreensão mais profunda e uma maior apreciação deste dom. É um chamado à mulher par servir o marido, confiando nele e confiando que os dons de Deus, quando usados como ele determinou, sempre fazem bem.

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

8/29/2011

Afinal, qual era a missão de Jesus nesse mundo?

Você sabe que dia é hoje? Hoje é dia 29 de agosto de 2011. Quer você queira ou não, essa afirmação faz com que você admita a existência de um homem que foi capaz de dividir a história em AC (Antes de Cristo) e DC (Depois de Cristo); e o nome desse homem era Jesus de Nazaré, o Cristo. Hoje, vivemos no século XXI exatamente há 2011 anos DC. E ainda hoje surge a intrigante pergunta “afinal, qual era a missão de Jesus nesse mundo?”

"Fiel é esta palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal." I Timóteo 1.15

“Porque Jesus veio ao mundo?" – Ele precisava vir! Pedro diz em Atos 3.18;22-26: Mas foi assim que Deus cumpriu o que tinha predito por todos os profetas, dizendo que o seu Cristo haveria de sofrer... Pois disse Moisés: 'O Senhor Deus lhes levantará dentre seus irmãos um profeta como eu; ouçam-no em tudo o que ele lhes disser. Quem não ouvir esse profeta, será eliminado do meio do seu povo'. De fato, todos os profetas, de Samuel em diante, um por um, falaram e predisseram estes dias; E vocês são herdeiros dos profetas e da aliança que Deus fez com os seus antepassados; Ele disse a Abraão: 'Por meio da sua descendência todos os povos da terra serão abençoados'; Tendo Deus ressuscitado o seu Servo enviou-o primeiramente a vocês, para abençoá-los, convertendo cada um de vocês das suas maldades.
Jesus é o Messias, ou seja, o cumprimento da promessa do AT. Em Lucas 24.44, antes de sua ascensão aos céus, Ele mesmo disse: Foi isso que eu lhes falei enquanto ainda estava com vocês: Era necessário que se cumprisse tudo o que a meu respeito está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos.
Aleluia, Jesus existiu! Até mesmo a historiografia moderna admite a existência dEle. Desde o Século XVIII existem estudos sobre o Jesus Histórico. Portanto, hoje até o ímpio, ou seja, aquele que não reconhece a divindade de Jesus sabe que Ele viveu nesse mundo.
Jesus veio ao mundo porque Ele precisava vir e cumprir o que fora dito pelos profetas.

"Jesus veio salvar os pecadores" – Em João 1.29 temos uma bela afirmação: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo! Para termos uma boa compreensão desse assunto, precisamos olhar para o AT. E para isso, passo a citar Dennis Allan, que diz que quando Moisés revelou as instruções sobre holocaustos e outros sacrifícios, ele disse que os pecados do povo seriam perdoados por meio dessas ofertas (Levítico 4:20,26,31,35; 5:10,13,16,18; 6:7; etc.). João Batista, alguns anos antes do derramamento do sangue de Jesus, pregou “batismo de arrependimento para remissão de pecados” (Marcos 1:4).
Se na Bíblia já existiam meios para perdoar pecados, por que Jesus se sacrificou na cruz? É exatamente aqui que o livro de Hebreus esclarece esta questão. Ele nos ensina que os sacrifícios anteriores não foram suficientes para perdoar pecados (Nesses sacrifícios faz-se recordação de pecados todos os anos, porque é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados. Capt. 10 v.3-4). Diz ainda que os pecados cometidos sob o Velho Testamento foram perdoados pela morte de Jesus (Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. Capt. 9 v.15).
Allan ilustra dizendo que os sacrifícios do Antigo Testamento e o batismo de João foram como cheques pré-datados assinados com a confiança que o sangue de Jesus seria “depositado na conta” na data certa. Eles foram condicionados no sacrifício futuro de Jesus.
Portanto queridos, Jesus não veio ao mundo para fundar uma religião, dar um golpe de estado, ensinar simplesmente uma filosofia de vida, não... Ele veio salvar pecadores!

"Eu sou o principal pecador" – Através da vida de Jesus eu tenho a real noção do quanto eu sou pecador. Pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado; diz o texto de Hebreus 4.15. Cristo veio ensinar gente a ser como gente tem que ser. Quando olhamos para Jesus conseguimos enxergar a nossa natureza pecaminosa. Ariovaldo Ramos diz que não somos assassinos porque assassinamos; nem ladrões porque roubamos; tão pouco somos adúlteros porque adulteramos; e mentirosos porque mentimos... nós somos tudo isso porque somos capazes de praticar essas ações devido a nossa natureza pecaminosa. Ao contrário de Jesus, que devido a sua natureza divina em tudo foi tentado sem que houvesse pecado!
Somente após reconhecer essa natureza pecaminosa, somente após reconhecer que com essa natureza o meu fim é ir para o inferno e ficar eternamente afastado de Deus, como conseqüência a queda no Éden, somente após entender que no lugar de tantos cordeirinhos eu quem deveria morrer, só assim, eu conseguirei olhar pro sacrifício de Jesus na cruz e entender que aquela morte era minha. Mas Deus tendo amado o mundo de tal maneira, resolveu entregar seu único filho pra morrer em meu lugar, afim de que, a todos quanto o receberem e crerem em seu nome tenha vida eterna. Tal qual um doente precisa reconhecer seu estado debilitado para receber o tratamento, assim também nós, pecadores, precisamos reconhecer nosso pecado para sermos salvos.

Sendo assim, reconheça que Ele é o Messias que fora dito pelos antigos; que Ele morreu para que o pecador não tenha que morrer; e reconheça que esse pecador sou eu e é você. Diante disso eu queria te convidar a orar e dizer a Deus: Senhor nesse momento eu reconheço que sou pecador, reconheço que sou nada sem Ti, reconheço o sacrifício de Jesus na cruz como cordeiro que tira o pecado do mundo e entrego a minha vida a Ele. O reconhecendo como meu Senhor e Salvador! E é através desse nome, do nome de Jesus que eu oro, amém!

Se você fez essa oração e deseja conversar mande um email para pierri@ibji.org.br que eu quero te conhecer, orar por você e ser útil com você nessa caminhada. Que Deus te abençoe! 



Desintoxicação Sexual [Parte 2/6]

Libertando-se

Quando eu conheço um jovem hoje, eu presumo que ele está preso à pornografia, ou pelo menos que já esteve. É triste, mas é verdade. A grande acessibilidade da pornografia praticamente garante que todo jovem rapaz vai encontrá-la; e depois de tê-la provado, é difícil não se entregar a ela. Eu sei que a questão da pornografia é falada com tanta frequência nos círculos cristãos que corremos o risco de se torná-la clichê, mas é uma realidade que nãopodemos evitar ou ignorar. O objetivo deste livreto não é tanto dizer, “saia da pornografia” quanto o é dizer: “olhe o que a pornografia está fazendo com o seu coração.” Espero que esta mensagem possa ajudá-lo a: primeiro, ver que você realmente precisa parar de olhar pornografia e, segundo (e mesmo que você já tenha se libertado) que você precisa encontrar uma nova maneira de olhar para o sexo. Apenas parar, embora seja a coisa certa a fazer, não é suficiente. É necessário substituir as mentiras pela verdade.

Eu não gostaria de continuar este estudo sem primeiro retificar uma das grandes mentiras sobre a pornografia e então implorar aos jovens para que se libertem de suas garras.

O casamento vai fazer a pornografia ir embora!

Eu já falei com jovens que pensam que a resposta para a sua dependência de pornografia e o seu vício de masturbação é o casamento. “Se eu me casar, eu poderei ter relações sexuais legítimas e então todo este pecado vai desaparecer”. Isto pode parecer uma suposição lógica, mas é tragicamente falha. Ela assume uma medida de igualdade entre um sexo ilegítimo e egoísta e o sexo legítimo dentro do casamento. Ela assume que o ruim pode ser simplesmente substituído pelo bom como se houvesse uma equivalência de 1-para-1 entre as duas experiências. O rapaz dá uma saída legítima para seus desejos e, então, ele não será mais um desejo ilegítimo, certo?

Legiões de homens e suas esposas feridas podem testemunhar que isso não funciona dessa maneira. A pornografia e o sexo dentro do casamento são coisas completamente diferentes. Sim, quando você se casar, você pode achar que no começo está bem satisfeito com a sua esposa e pode encontrar satisfação no sexo com ela. Mas o pecado ainda pode estar adormecido. Se o pecado nunca for tratado, é provável que volte. Mais cedo ou mais tarde, se você nunca realmente se arrependeu daquele pecado, ele vai aparecer novamente com toda a sua feiúra. Talvez seja num momento em que sua esposa viaje por alguns dias, ou quando você viajar e encontrar-se sozinho em um quarto de hotel em uma cidade estranha. Talvez seja após o nascimento de seu primeiro bebê, quando há aquele tempo de espera em que, durante várias semanas, não se pode ter relações sexuais. Mas é muito provável que o pecado vá voltar para ferir você e sua esposa.

Você precisa matar o pecado! Você não pode simplesmente pôr uma máscara sobre ele, encobri-lo, e achar que está lidando com o problema. É como aquelas pessoas de que você ouve falar no jornal, que matam alguém e guardam o corpo em uma parede ou colocam em uma caixa no porão. Quem é burro o suficiente para pensar que isso realmente funciona? O corpo vai começar a feder e mais cedo ou mais tarde todos irão perceber que algo está morto e apodrecendo. É assim com o pecado. Você pode encaixotá-lo para se parecer com algo legítimo, você pode colocar a caixa no porão e cobri-lo, mas, mais cedo ou mais tarde, a caixa e a morte que ela contém vão feder. Você não vai enganar ninguém, muito menos aquele que vê as profundezas do coração. “O inferno e o abismo estão abertos perante o Senhor, quanto mais os corações dos filhos dos homens!” (Provérbios 15:11). Não ignore o seu pecado!

Lide com o pecado!

Se você quiser ser um marido bom e piedoso algum dia, se você quiser ser capaz de tratar a sua esposa do jeito que ela merece ser tratada, você precisa parar de ver pornografia agora mesmo. Neste instante. Hoje. E então você precisa reformular a sua compreensão do sexo, substituindo as distorções pela verdade pura. “Exterminai, pois, as vossas inclinações carnais; a prostituição, a impureza, a paixão, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência;” (Colossenses 3:5,6).

Mas você já sabe que precisa parar. Não existem muitos homens cristãos por aí que estejam à procura de pornografia e que não saibam que precisam parar. O problema não é com o conhecimento, é com vontade e capacidade. Todo homem cristão que vê pornografia quer parar, mas muitos deles querem parar um pouco menos do que eles querem continuar. E assim o pecado prevalece. A única maneira de você parar é começar a ver a natureza monstruosa do pecado que você está cometendo. Você só vai parar quando o pecado for mais terrível para você do que agradável ao praticá-lo. Você terá que odiar o pecado antes que você se veja liberto dele. Obviamente a pornografia é um pecado que é em primeiro lugar contra Deus. Deus odeia a pornografia como ele odeia qualquer distorção de suas boas dádivas. Você sabe que isto já foi dito inumeráveis vezes. Neste livreto estou tentando mostrar-lhe alguns dos efeitos secundários da pornografia e, principalmente, o fato de que a pornografia reformula sua compreensão de sexo, de masculinidade, de feminilidade. Quero que você tenha ódio e medo disto como você deveria ter do pecado em si. Eu quero que você saiba que você não pode ser um marido amoroso, um marido eficaz, um homem temente a Deus, enquanto sua mente está cheia com as mentiras da pornografia. Você necessita se libertar e precisa de desintoxicação.

Deus está infinitamente mais disposto a lidar com o seu pecado do que você está a cometer o pecado. Você pode até amar este pecado e estar comprometido com ele, mas se você é um Cristão, Deus está mais disposto do que você a superá-lo e destruí-lo. Ele concederá graça para você colocar o pecado à morte. “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1 João 1:9).

Libertando-se

Tempo e experiência me faltariam para traçar um plano para derrotar a pornografia neste livreto. Você pode encontrar todos os tipos de informações online (um exemplo seria esse: Libertando-se do vício pornográfico – em inglês) e em bons livros*. Mas, por melhores que os recursos possam ser, eu não recomendo começar em nenhum deles. Se você verdadeiramente quer superar a pornografia, procure o seu pastor. Não sei se há um só pastor na América que não esteja ajudando alguém a lutar contra a pornografia.

Entenda a sua vontade de falar com alguém sobre o seu problema como um sinal de que você está, na realidade, finalmente, disposto a lidar com ele. A igreja local é o contexto ideal para combater esse tipo de pecado, uma vez que lá se encontra a autoridade e o apoio para ajudá-lo a lutar e, finalmente, para ajudá-lo a vencer. Se você quiser vencer a pornografia, verdadeiramente superá-la, você estará disposto humilhar-se e falar com alguém sobre isso. Embora Deus possa, ocasionalmente simplesmente remover o desejo de uma pessoa por pornografia, é muito mais provável que seja um longo e difícil processo. Ver o quão profundo este pecado foi e assim, lentamente tratar a infecção.

Eu sei que há algumas pessoas que não têm este tipo de acesso aos seus pastores, o tipo que você pode dizer: “Preciso de ajuda!” Se esse for o caso, encontre um homem cristão maduro de confiança (certifique-se que ele preenche todos os quatro qualificadores), a quem você possa falar. Não fale com o seu amigo de dezoito anos de idade e faça algum acordo de responsabilidade com ele. É pouco provável que isso ajude. Recorra a um homem cristão a quem você ama e respeita e diga-lhe com o que você está lidando. Isso vai ser humilde e humilhante em todas as melhores formas. Mas garanto que ele vai simpatizar com você e estará tanto disposto quanto ansioso para ajudá-lo a lutar e vencer este pecado.

Iniciando a desintoxicação

Como eu disse no capítulo anterior, a pornografia, como qualquer outro pecado, vem com uma espécie de efeito cascata. Se você estiver olhando pornografia por qualquer período de tempo, estou certo de que você pode se identificar com isso. Você vai saber que as coisas que te interessavam no início, agora parecem muito brandas. E as coisas que foram uma vez brutas já estão começando a interessar você. Essa é a natureza do pecado. Esta é a maneira que o pecado sempre age. Ele sempre exige mais de você. E enquanto isso, quando você tem certeza de que está controlando o seu pecado, é ele que tem controlado você. Ele reformulou a sua mente e seu coração de determinadas maneiras, e chegou mesmo a formar sua compreensão de sua própria futura esposa! Você está olhando para ela por meio dos olhos de um pornógrafo! Você gostaria que o dono da revista Playboy fitasse o corpo de sua esposa? Você está olhando para ela por meio dos olhos dele. Os olhos que ele e outros como ele lhe deram por meio do consumo de sua pornografia.

O que você precisa fazer é pegar emprestados os olhos de Deus e prepare-se para olhar para a sua esposa através dessa lente, através desse filtro. É necessário substituir as mentiras pela verdade. E Deus lhe deu a Bíblia para que você possa fazer exatamente isso. Por meio da Bíblia somos capazes de tomar emprestados os olhos de Deus e ver o mundo como Ele o vê. E assim, no próximo post formaremos uma Teologia do Sexo, buscando entender o propósito do sexo, a finalidade do desejo sexual e até mesmo a finalidade do desejo sexual desigual.

Perguntas e respostas

1. Você acredita que a pornografia tenha produzido algo no seu coração?

2. Alguma vez você já se encontrou pensando que o seu problema com a pornografia e a masturbação seria resolvido se você se casasse? Você acha que esse é realmente o caso?

3. Você acredita que a masturbação e a pornografia são prejudiciais para um casamento de saudável? Você acredita que pode ser prejudicial para o seu futuro casamento?

4. Quando se trata de pecado sexual, você se vê mais comprometido com o seu pecado ou em obedecer a Deus?

5. Você tem pastores com quem você contar na luta contra este (ou qualquer outro) pecado? E quanto a homens mais velhos, que possam estar dispostos a aconselhar você?

6. Se você ainda estiver vendo pornografia, você está disposto, hoje, a ir falar com seu pastor ou seu pai ou tutor sobre o seu problema?

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

Notas do tradutor:

*Verifique no final desta série alguns recursos recomendados pelo autor.

8/26/2011

Trailer filme Cartas para Deus.

Desintoxicação Sexual [Parte 1/6]

Não é fácil ser um jovem rapaz hoje em dia. Talvez nunca tenha sido fácil, mas atualmente os desafios que os jovens que querem se manter santos enfrentam parecem ser mais difíceis do que nunca. Você vive em um tempo em que a cultura parece estar toda entregue ao sexo. Ele está sempre ao seu redor e você mal consegue evitar sua sedução.
Onde quer que você vá, você é encarado pelas tentações e, se você for igual à maioria dos garotos, já começou a ceder a elas. Talvez você tenha acabado de começar a olhar pornografia, talvez você já esteja nisso há vários anos. Talvez você esteja lutando contra a masturbação, desejando não se dar este prazer, mas talvez tenha descoberto que é muito mais difícil parar do que você um dia imaginou. Talvez você tenha descoberto que, mais do que nunca, o sexo está enchendo a sua mente e impactando o seu coração.

Essa série de posts é especialmente designada para homens jovens – aqueles que ainda não são casados, mas que esperam casar-se no futuro. Talvez você não esteja namorando ou talvez você já tenha encontrado a mulher dos seus sonhos e já esteja perto de casar-se e construir uma vida juntos. Talvez a mulher dos seus sonhos pareça estar ainda muito longe. Não importa sua situação, eu quero usar estes posts para ajudá-lo a descobrir o plano de Deus para o sexo e para a sexualidade. Eu quero ajudá-lo a encontrar as mentiras em que você acreditou sobre o sexo e quero ajudá-lo a substituí-las pela verdade, que vem diretamente de Deus, que criou o sexo para nós.

“Pornificando” o leito conjugal

Eu sempre agradeço a Deus por ter crescido nos anos que antecederam a entrada da internet em todas as casas. Não estou certo se eu teria lidado muito bem com isso. Não é que eu seja antigo, mas os meus trinta e três anos significam que eu nasci e cresci em um mundo pré-internet. É difícil quantificar – ou mesmo qualificar – como o mundo mudou desde que a web ligou todos nós juntos nessa estranha e elaborada rede de bits e bytes. Há dificilmente uma área da vida que permanece intocada por ela. Nós não temos aquele mesmo velho mundo mais (+) a Internet. Temos um mundo totalmente novo. Mesmo as coisas de carne e osso, como o sexo foram radicalmente alteradas neste mundo digital.
Adolescentes nos anos 90 (quando eu estava crescendo) não eram muito diferentes das adolescentes de hoje.

Queríamos as mesmas coisas, apenas tínhamos que batalhar um pouco mais para obter algumas delas. Se quiséssemos ver pornografia (e nós queríamos, é claro), o processo geralmente envolvia pelo menos duas crianças que trabalhavam em conjunto, uma das quais distraía um comerciante, enquanto o outro iria tentar roubar uma revista da prateleira na parte de trás da loja. Ela teria que pegar uma revista da prateleira, escondê-la dentro das calças e sair da loja sem ser notado. Era perigoso, envolvia altos riscos. Se desse errado, poderia facilmente envolver um encontro realmente desagradável entre seus pais e a polícia. Os tempos mudaram.

Hoje, como você sabe, um cara só precisa ligar o seu computador e, em dois ou três cliques do mouse, ele pode ter acesso ilimitado a quantidades ilimitadas de pornografia. Hoje é realmente muito mais difícil evitar a pornografia do que encontrá-la. Seria literalmente impossível uma pessoa assistir a toda pornografia que está sendo criada hoje. Não haveria bastantes horas no dia ou dias no ano. Nem perto disso. Nem preciso dizer que os adolescentes – meninos, em particular, – são rápidos para aproveitar essa festa pornográfica. Mesmo meninos pré-adolescentes estão sendo atraídos para o mundo da pornografia. Desde o primeiro despertar da sexualidade de um menino, ele está sendo inundados com imagens pornográficas. Estas não são simples imagens de mulheres nuas como seria duas gerações atrás, mas são imagens muito fortes, que muitas vezes mostram o que é vil e degradante. A sexualidade de uma geração inteira de crianças está sendo formada não por conversas com seus pais, não pelo tipo de livro que me foi dado quando jovem, mas por profissionais da indústria de pornografia, que farão qualquer coisa – qualquer coisa! – para alimentar o desejo por uma depravação maior.

Esta é a verdadeira natureza do pecado, não é? O pecado é progressivo por natureza. Se você dá uma polegada, ele logo pede para tirar uma milha. O pecado nunca está satisfeito, mas sempre procura e deseja mais.

Você já foi assustado pelo seu pecado? Talvez tenha havido um momento em que você viu como um pecado em particular estava tomando mais de você. Talvez você tenha pensado que estava no controle de seu pecado, mas de repente descobriu que, quase em um instante, ela tinha aumentado para o próximo nível. Você já não estava no controle, o pecado tinha passado a ditar o caminho e você estava mais e mais conformado com o passeio, obedecendo aos impulsos da carne. Este é um lugar horrível para estar e eu acredito que todo mundo já experimentou isso uma vez ou outra.

Eu sei sem qualquer dúvida que muitos, muitos homens jovens (e de meia-idade e idosos) podem testemunhar do poder da pornografia em dominar a pessoa. O primeiro vislumbre da pornografia pode ser fugaz – intrigante, mas de curta duração. Um corpo nu é tudo o que olho precisa ver e fornece todo o “combustível” por um tempo. Mas em pouco tempo o coração anseia por mais. O que antes era satisfatório agora é chato, o que antes era bruto de repente é desejável. Ao longo do caminho, a percepção geral de uma pessoa sobre o sexo é alterada. Já não é a simples relação sexual entre um homem e uma mulher. Em vez disso, torna-se uma série de atos, mesmo os atos que são, de alguma forma, desconfortáveis ou degradantes. Pornografia ensina que o sexo é tudo, menos íntima relação de pessoa para pessoa, contato entre corpo e alma dos cônjuges desejosos. E, como se costuma dizer, a vida logo imita a “arte”. Jovens contraem matrimônio com suas mentes cheias de imagens pornográficas e os seus corações cheios do desejo de realizar fantasias pornográficas.

Pouco tempo atrás, li um artigo escrito por uma mulher que se considerava uma feminista. Ela insistiu que gostava de dormir com homens e às vezes considerava em dormir com uma sucessão contínua de homens. No entanto, ela compartilhou o que para ela era uma preocupação crescente. Cada vez mais, segundo ela, os homens com quem dormia não tinham nenhum real interesse nela. Eles simplesmente queriam que ela agisse como uma atriz pornô em seu benefício. Eles estavam usando-a para fazer pouco mais do que representar as suas pornografias. Não houve ternura, desejo de intimidade compartilhada, e certamente nenhum amor. Eles simplesmente usaram seu corpo como um meio para um fim imediato. Isso, ela viu, foi muito rapidamente se tornando uma nova regra. Ela estava desgostosa por isso, mas percebeu que sua visão feminista não deu nenhum recurso real, nenhuma forma eficaz de explicar o seu desgosto, seu desconforto. O que parecia claro é que uma geração de homens, se afogando em uma fossa de pornografia, tem um novo conjunto de expectativas para o que eles querem das mulheres. Eles querem mulheres para subjugar a fim de agir como estrelas pornôs. As mulheres vão sendo utilizadas, sentindo-se pouco mais do que prostitutas.

No best-seller SuperFreakonomics, Steven Levitt e Stephen Dubner gastam quase um capítulo inteiro investigando a economia da prostituição. Fazem muitas observações interessantes, uma das quais se baseia em comparações dos preços relativos entre os atos sexuais no passado e atos sexuais hoje. Parece que a natureza tabu de certos atos sempre trouxe consigo certo bônus. “Tabu” é um alvo em movimento. O que era proibido no passado e, portanto, era caro, é hoje tão popular que o preço caiu substancialmente. Algo que foi o ato mais caro está hoje entre os menos caros. Atos que antes eram tabu devido à sua natureza extremamente íntima ou vulgar e degradante são aceitas como legítimas formas de expressão sexual em qualquer relacionamento. O que por qualquer outro padrão seria considerado “normal” é agora muito indesejável, muito chato. Portanto, foi substituído pelo que é invasor e degradante.

Pornografia é inerentemente violenta, intrinsecamente desamor. É uma perversão da sexualidade, não uma verdadeira forma dela, e algo que ensina a violência e degradação em detrimento do prazer mútuo e intimidade. É sobre conquistas. É o oposto da intenção de Deus para o sexo. A pornografia desvincula o amor do sexo, deixando o sexo como a satisfação imediata dos desejos mais básicos. Ela vive para além das regras e da ética e da moralidade. Ela existe muito além do amor. E ainda inúmeros jovens, mesmo jovens cristãos, estão vindo para o casamento trazendo consigo toda essa bagagem pornográfica. Depois de ter visto milhares de atos sexuais num cenário pornográfico, eles pesam sobre suas esposas a expectativa de ter uma atriz pornô. O jovem marido supõe ou demanda que sua mulher esteja disposta a fazer qualquer coisa, e que ela vai fazer tudo isso com a devida alegria e encorajamento, e que ela será tão disposta e desejosa e qualificada como as mulheres que ele viu numa tela.

Minha grande preocupação com os jovens de hoje (que é realmente mais uma preocupação para as mulheres que serão em breve as suas jovens esposas) é que talvez inadvertidamente, ou talvez intencionalmente pornifiquem o leito conjugal. Eles podem trazer impureza ao puro, egoísmo ao altruísmo. Tendo-se entregue à pornografia, tiveram toda a sua percepção da sexualidade alterada, moldada por pornografia profissional. Eles poderão em breve impor sobre suas jovens noivas a expectativa impossível de uma estrela pornô. Com a grande maioria dos jovens tendo sido expostos à pornografia (pelo menos 90% de acordo com estudos recentes), e com uma grande percentagem deles tendo sido viciados nela, e com muitos a apreciá-la mesmo depois que entram no casamento, eles precisam ter sua compreensão e suas expectativas redefinidas de acordo com Aquele que criou o sexo.

Quando uma pessoa se torna viciada em drogas, ela tem que passar por um processo chamado de desintoxicação. No processo de desintoxicação o corpo da pessoa é limpo da droga de que se tornou dependente. É um processo difícil em que se abandona as velhas realidades e se abraça um novo padrão.

Muitos jovens precisam de uma espécie de desintoxicação sexual antes que eles estejam preparados para ser o tipo de marido puro, amoroso, atencioso, sacrificial que Deus os chama a ser. Neste livrinho curto, voltado especificamente para jovens que são solteiros, ou noivos, ou à procura de encontrar essa mulher especial, no futuro próximo, espero poder ajudá-los a reorientar a sua compreensão do sexo, tanto no quadro geral quanto no ato em si, de acordo com o plano de Deus para este grande dom. Eu vou ajudá-lo a se desintoxicar de todo o lixo que você viu, de todas as mentiras em que você acreditou.

Traduzido por Gustavo Vilela | iPródigo

Notas:

Esta série foi originalmente publicada por Tim Challies em seis partes (a primeira aqui) e mais tarde foi compilada em dois e-books, disponíveis em formato PDF.

8/24/2011

Group 1 Crew - "Let's Go"

Moçada que gosta de música gospel internacional cola comigo... Curte ai o som do "Group 1 Crew" e querendo comprar o CD é só falar comigo. Tá R$ 20,00 e vc ainda ajuda na minha formação ministerial! Deus abençoe!!! Frete grátis pra galera do RJ!

8/21/2011

Confira algumas idéias para mobilizar sua igreja a investir em missões

Horto Missionário
Adequando à temática ambiental da Campanha, propomos a realização de um bazar de plantas. Junte um grupo de irmãos para a coleta de doações de mudas de árvores frutíferas e plantas ornamentais a fim de que, aos domingos, após o culto, elas sejam utilizadas para a arrecadação de ofertas pró-missões. Lembre-se de que um bom bazar disponibiliza não apenas os produtos, mas informações sobre eles, tais como: nome da espécie e dicas de como cuidar.



A Parábola dos Talentos
Durante o momento de promoção missionária, convoque os líderes de sua igreja para irem à frente e dê uma certa quantia em dinheiro para cada um deles. Peça aos líderes que utilizem a criatividade para multiplicarem essa quantia, realizando atividades específicas a fim de que consigam, pelo menos, dobrar o que foi recebido.
Quanto maior for a quantia doada, maior será a responsabilidade de ampliar o valor, relacionando assim a atividade ao texto bíblico de Mt 25.14-30. No fim da campanha missionária, convoque aqueles que receberam as quantias iniciais para que prestem relatório do que foi feito. Peça a eles que apresentem um painel, com fotografias, vídeos, mostrando as atividades elaboradas ao longo da campanha.
Adaptado de Jocimar de A. Souza - 1ª IB em Vale do Ipê

A igreja na escola
Verificar junto à escola local a possibilidade de realizar um bazar nas suas dependências, marcar a data e fazer uma boa divulgação na própria escola e no bairro.
Levar roupas, calçados, bolsas e bijuterias, todos em bom estado, limpos e passadas (no caso das roupas) para vender aos alunos, pais e professores da escola. A cada cliente que realizar uma compra entregar uma mensagem evangelística que pode ser um folheto da campanha ou um exemplar do Evangelho de João.
Caso haja espaço, levar um grupo de louvor, teatral ou de pantomima que faça uma rápida apresentação, deixando uma mensagem. O objetivo desta atividade, além de contribuir com o valor da oferta da igreja, é estreitar os laços com a comunidade local, sendo uma porta para futuras atividades visando levar a mensagem de salvação.
Sugestão adaptada de Elaine Almindo
Primeira Igreja Batista Paranaguá, PR


Artesanato
Em nossas igrejas há muitas pessoas com habilidades manuais e criativas, que sabem fazer diversos tipos de coisa que podem ser utilizadas para arrecadar oferta para a campanha missionária. Habilidades como trabalho com pintura, bordado, crochê, decupagem, costura, bijuteria e ainda corte de cabelo, manicure assim como tantas outras habilidades. Separe um dia inteiro, um sábado, por exemplo, quando estes irmãos poderão apresentar e oferecer seus trabalhos a toda a comunidade. O objetivo é vendê-los e que todo o valor arrecadado com a venda seja destinado a Missões Nacionais. Nesta programação muitos talentos podem ser descobertos e também muitos irmãos poderão se sentir úteis e valorizados mostrando a toda a igreja e comunidade aquilo que de melhor podem fazer e ainda contribuir com a obra missionária.
Diene do Rosário Reis
Promotora de Missões da IB Memorial
Manaus - AM


Livraria
Trata-se de venda de livros e revistas usados por um preço simbólico. Esta ideia colocaremos em prática nessa campanha.



Primavera Missionária
Já realizamos aqui na Igreja e obtivemos aceitação. A "Primavera Missionária" consiste em vender flores e plantas para missões. Aqui fizemos parceria com um horto e obtivemos a mercadoria em consignação.
Pr. Arildo Carlos das Neves
Igreja Batista em Praça da Bandeira
Araruama - RJ


Cofrinhos personalizados
Neste ano, optei por colocar nossas crianças para confeccionarem seus cofrinhos. Mas, com um diferencial: levamos as latinhas com a tampinha e entregamos uma folha de adesivo em branco para que eles criassem a arte. Eles amaram. Fizeram cofrinhos lindos. Teve um que até escreveu assim: "Mãe, pôe dindin aqui". Foi o máximo!
Eliene Norma Carvalho Oliveira.
Promotora de Missões na Igreja Batista do Amaro Lanari,
Coronel Fabriciano - MG


Zé Missionário
Temos nosso "Zé Missionário", o porquinho que faz um tour em cada classe, arrecadando contribuições. Na última campanha, só do porquinho conseguimos R$ 200,00.



Festival de dança
Promovi também um festival de dança, o " Mais que um Mover", com a presença de academias evangélicas que patrocinaram o evento, oferecendo prêmios para os três primeiros lugares. Cobramos taxas de inscrição, fizemos cantina e vendemos pirulitos com números que davam direito a participar de sorteios de prêmios durante o festival. Foi superanimado e algumas pessoas também deram contribuições voluntárias.
Thaís Cunha
Primeira Igreja Batista em Ponto Chic


Pintura
Aproveite o dom artístico dos membros de sua igreja e promova um evento de pintura em tela. Disponibilize para os participantes telas, pincéis tintas, etc. É claro que um artista, professor de artes ou de pintura, deve estar orientando e também confeccionando um trabalho. Após cada obra feita, as telas deverão ser vendidas mediante um valor estipulado, que será arrecadado e designado para missões.
Lenilda E. Verçosa Machado


Laranja Missionária
Pedimos que os irmãos trouxessem uma laranja descascada e cortada ao meio. No dia combinado estavam lá todos com suas laranjas descascadas e cortadas. Eles receberam um envelope, em um determinado momento do culto, exatamente no momento da comunhão da igreja, enquanto cantávamos e nos abraçávamos, os irmãos deveriam ficar trocando suas laranjas até a música acabar.
Foi solicitado que todos chupassem a mesma e colocassem os caroços nos envelopes. Cada caroço valeria R$ 0,50. Então, cada irmão tinha, além do seu alvo pessoal ou familiar, a oferta desse desafio.



Desafio Coca-Cola
Depois que nossa igreja respondeu positivamente à ideia da laranja, lançamos o desafio da Coca-Cola. Durante o mês da campanha, todas as vezes que o irmão fosse tomar este refrigerante, ele deviria colocar o mesmo valor gasto na Coca-Cola dentro do envelope que recebeu na igreja. No final do mês, conseguimos R$ 380,00.
Michele tedesco
Promotora da Igreja Batista Getsêmani
São Paulo - SP


TV por assinatura
Em um dos momentos missionários eu lancei o seguinte "produto": "TV Missionária por Assinatura". No tempo disponível, tentei mostrar à igreja as vantagens que teríamos se fizéssemos a doação do valor da assinatura da nossa TV, naquele mês, para missões. Falei que, enquanto na TV de assinatura convencional pagamos para ver filmes de terror, violentos e que muitos deles não nos edificam, na TV Missionária iríamos ver filmes de vidas transformadas, resgatadas do pecado nos DVDs que a Junta de Missões envia às igrejas. Tentei conscientizar a igreja que, para missões, vale à pena abrirmos mão de nossos "confortos".
Ana Lucia Pacheco
PIB em Jardim Alcântara
São Gonçalo - RJ



Lava-Jato
Por esses dias comprei um equipamento para lavagem de carros e comuniquei à promotora de missões para que pelo menos duas vezes por mês fizéssemos uma parada em bairros distintos para lavagem de carros, motos, e etc.
Railson Barreto
Camaçari-ba



Talentos
Uma idéia para alcançar a oferta para a Campanha de Missões é separar um valor específico (talentos) para uma dupla (o número de integrantes depende do contexto). Por exemplo, separe 10 duplas em sua Igreja e entregue, no início da campanha, um envelope contendo um valor,por exemplo, de R$ 30,00. Essas pessoas terão a responsabilidade de multiplicar essa quantia até o final da campanha através da criatividade. Poderá fazer cantinas, feijoadas, cinemas, pizzas missionárias. O que vale é a criatividade. Em minha Igreja deu certo, com R$ 150,00, alcançamos R$ 1.400,00, com apenas 05 duplas.
Ednéia Lopes Gorre
Promotora da Primeira Igreja Batista em Vale do Anari - RO


Cine Missões
Marcamos cultos na casa dos irmãos da nossa igreja a fim de exibir o DVD. Iniciamos com um pequeno grupo e diariamente íamos a um lar diferente e, a cada reunião, aumentava a participação. O resultado foi maravilhoso, até os vizinhos se reuniam para assistir ao DVD. Felizmente as salas não comportavam as pessoas e os nossos irmãos cediam os seus lugares aos visitantes que ficavam comovidos com os testemunhos.
Após a exibição dos vídeos líamos a Palavra e orávamos, e o que seria uma reunião com alguns irmãos se transformou em culto missionário nos lares. Testemunhávamos do amor de Cristo e os vizinhos que eram convidados para assistir ao DVD ficavam muito impactados e pediam para que realizássemos cultos em suas casas.
Cassiano de Miranda Neto
PIB em Parque das Palmeiras
Nova Iguaçu - RJ
Fonte: JMN




Via: www.guiame.com.br

8/17/2011

Francesca Battistelli - Free To Be Me (Official Video)

Ai moçada que tá curtindo... Esse é mais um sonzão do Gospel Internacional...

CD da Francesca Battistelli custando apenas R$20,00. Vc compra, se edifica e ainda ajuda na minha formação ministerial. Frete grátis pra quem é do RJ.

8/12/2011

Mateus 6.33

Mt 6.33: "Mas buscais primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas".

Na Língua Portuguesa há três principais pronomes demonstrativos: este (imediato), esse (próximo) e aquele (distante). No Grego Koinê há dois, este (HOUTOS, pronuncia-se rutos) e aquele (EKEINOS). Em Mt 6.33, o pronome demonstrativo em grego é TAUTA (pronome demonstrativo, caso nominativo, gênero neutro, plural - do mesmo conjunto do HOUTOS). Apesar de poucas versões constarem ESSAS, a idéia é de ESTAS. Antigamente eu até dizia - baseado em Mt 6.33 - que se a pessoa buscasse primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, as demais coisas (o que haveis de comer, de beber, de vestir, de saúde, de emprego etc) seriam acrescentadas. Mas observando detalhadamente o pronome demonstrativo, a referência imediata é "reino de Deus e sua justiça". Assim, o que é acrescentado não são "outras coisas" ou "demais coisas" (comer, vestir, beber, moradia, saúde etc), mas aquilo de maior valor, pois não existe algo mais valioso do que o reino de Deus e a justiça de Deus. ISTO é o que deve ser acrescentado em nossas vidas. ESTA é a promessa de Jesus que é cumprida em todas as circunstâncias.

Há quem diga que baseando-se pelo contexto a promessa é com relação a outras ou demais coisas. É preciso salientar que em Mt 6.33 não existe "outras coisas" ou "demais coisas". Prefiro interpretação gramatical. O que me preocupa é a eventual decepção acarretada pelo desconhecimento das Escrituras. No caso de Mt 6.33, o acréscimo "outras" ou "demais" pode induzir o cristão pensar que Jesus garantiu casa, emprego, salário, comida, bebida e vestimentas melhores, etc, caso Deus fosse buscado primeiramente.

Realmente, Jesus nos oferece algo melhor do que imaginamos, pois "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou para os que o amam". (1Co 2.9). Portanto, quando Jesus disse: "Por isso vos digo: Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário?" (Mt 6.25), realmente Jesus tem algo além do que imaginamos, então vejamos: "Então Jesus lhes declarou: Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim, não terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede" (Jo 6.35); "Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede. Deveras, a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que jorre para a vida eterna". (Jo 4.14).

Existe alguma bebida melhor do que Jesus nos oferece - ÁGUA VIVA - em que ao beber jamais tenhamos sede? Existe alguma comida melhor do que Jesus nos oferece - PÃO DA VIDA - em que ao comer jamais tenhamos fome? Não!

Com relação ao que haveis de vestir, analisemos: "Então foram abertos os olhos de ambos, e conheceram que estavam nus; coseram, pois, folhas de figueira, e cingiram-se". (Gn 3.7); "Fez o Senhor Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher, e os vestiu". (Gn 3.21). Eis a diferença quando o homem se veste, e quando Deus veste o homem. Naturalmente, para que Deus fornecesse vestimenta de peles, houve sacrifício! Ainda vejamos: "Foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, resplandecente e puro. O linho fino são os atos de justiça dos santos". (Ap 19.8). Existe alguma vestimenta melhor? Não! Pois nessa vestimenta a glória do Senhor nela resplandece! Aleluia!!!



Jeferson Gonçalves.

Professor de Grego do NT e Bíblia na Faculdade Teológica das Assembléias de Deus

Santos - S. Paulo - Brasil

8/01/2011

Que diremos pois em vistas destas coisas?

À luz da Bíblia, as informações sobre catástrofes que matam pessoas devem gerar em nós sentimentos e atitudes. Não temos como ficar indiferentes diante de histórias tão tristes, ouvindo relatos dramáticos ou vendo cenas de destruição. Nós nos sentimos pequenos, mas precisamos ir além. Precisamos pensar e amar, agindo. Entre tantos pensamentos que afloram, quero sugerir alguns, depois de ler Romanos 8.31-38:

Que diremos, pois, diante dessas coisas?

Se Deus é por nós, quem será contra nós?

Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?

Quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica.

Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós.

Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?

Como está escrito:"Por amor de ti enfrentamos a morte todos os dias; somos considerados como ovelhas destinadas ao matadouro".

Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.

Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.



1. PROFUNDIDADE TEOLÓGICA

Precisamos ir além das repetições sobre Deus.

A Bíblia nos fala de um Deus onipotente, onipresente e benevolente. No entanto, quando centenas de vidas vão junto com as águas, desfila diante de nós um Deus impotente, ausente e indiferente.

As tragédias confirmam o ateísmo dos ateus e agnósticos. Ao mesmo tempo, as tragédias são um desafio aos crentes em Deus.

O primeiro desafio é teológico: como confiar em Deus como Senhor, se a natureza parece ter leis próprias e irremovíveis. Mais existencialmente, a questão é: como crer num Deus que intervém se, neste caso, parece, ele tem interveio?

O segundo desafio é kerigmático: como falar de Deus, se a natureza parece senhora, com suas leis surdas e cegas?

Temos que responder nossas perguntas (como: por que Deus não interveio, evitando as mortes?) e as perguntas dos outros (como: Deus é impotente?)

Esta é uma hora para revisarmos nossos conceitos teológicos, muitas repetidos, repetidos, repetidos. O que aprendemos sobre Deus é essencial, mas o que aprendemos precisa se tornar nosso, para que nos ajude na hora da tragédia.

No contexto das tragédias naturais, muitos preferem simplificar, atribuindo as mortes à vontade de Deus. O fatalismo não é uma idéia que venha da Bíblia. O Deus revelado na Bíblia não nos pede para que aceitemos as coisas ruins da vida. A Bíblia, no entanto, nos lembra que coisas ruins acontecem a todos, sejam pessoas boas, sejam pessoas ruins. A existência de acontecimentos dolorosos deve ser vista como uma realidade, às vezes, inevitável, o que é muito diferente do conformismo. O acontecimento ruim é um acontecimento ruim. Não é para ser aceito como bom. A Bíblia nos capacita a ter uma atitude, diante de acontecimentos trágicos, que não é o conformismo, mas o realismo: que faremos diante dos fatos avassaladores? Deixarmo-nos derrotar ou ser mais que vencedores?

Um conceito sobre Deus apenas repetido não nos serve quando ele é efetivamente necessário. A teologia de Jó, por exemplo, ruiu quando os pilares da sua vida (a saúde e a riqueza) ruíram. No meio do redemoinho, a teologia de Jó deixou de ser uma repetição, para ser uma convicção baseada na razão e na experiência, o que o levou a confessar: "Meus ouvidos já tinham ouvido a teu respeito, mas agora os meus olhos te viram" (Jó 42.5).

Precisamos reafirmar nossa crença na soberania de Deus, mesmo tremendo diante da avalanche de terra sobre as vidas. Deus intervém -- esta é uma afirmativa de fé --, embora não saibamos porque não interveio nesse tão necessário momento. Na verdade, sabemos mais quando Ele não intervém e menos quando ele intervém. Quantos morreram porque Deus não interveio? Quantos não morreram porque Deus interveio?

Esta é uma hora para exercitarmos nossa humildade, reconhecendo corajosamente que não temos todas as respostas. A grande descoberta de Jó, diferentemente dos seus amigos que não descobriram nada, foi que o seu sofrimento não teve causa. Aconteceu. Tendo acontecido, como deveria agir -- eis a verdadeira questão.

Esta é uma hora para fortalecermos a nossa fé, rogando a Deus que nos dê a capacidade de confiar que nem a morte nos separa do seu amor.



2. SOLIDARIEDADE

Precisamos de manifestar nossa solidariedade para com as vítimas.

Ser solidário é fazer o que pudermos fazer pelo outro, seja próximo ou esteja distante.

Ser solidário é receber a notícia da morte do próximo como algo que nos nos diminui (conforme a expressão de John Donne).

O contrário é a indiferença, que é uma forma de crueldade. Dou um triste exemplo real: um carreteiro que transportava bois tombou numa rodovia no Pará. Enquanto seu corpo jazia entre as ferragens, as pessoas saqueavam a carreta, retalhando os animais e carregando nas costas. Um disse: "Tive sorte. Peguei um boi inteiro". Um motorista morto era menos importante que um boi que se podia comer.

O contrário da crueldade é a solidariedade. No caso da região serrana do Rio (em janeiro de 2011), um medico da capital fechou o seu consultório e foi para a região afetada ajudar as vitimas.

Na solidariedade, Deus é o nosso modelo. Quando lemos os Evangelhos, nós vemos Jesus chorando. Numa delas, "quando se aproximou e viu a cidade, Jesus chorou sobre ela" (Lucas 19.41). Todo o percurso de Deus entre nós é uma longa história de solidariedade. Jesus não só chorou por nós, mas se fez igual a nós, experimentando as nossas dores completamente.



3. GENEROSIDADE

Precisamos revisar nosso estilo de vida, não apenas nas tragédias, mas a partir delas.

Generoso é quem sabe que Deus age através de nós.

A vida não nos pode separar do amor de Deus. Nós somos agentes desse amor. Tendo recebido amor, partilhamos amor.

Uma tragédia é um desafio ao nosso estilo de vida, acumulando, acumulando, acumulando. É isto mesmo que importa. É isto mesmo que queremos para as nossas vidas?



4. RESPONSABILIDADE

Precisamos avaliar a nós mesmos, para ver se estamos sendo responsáveis para com a terra e para com a vida.



. Responsabilidade para com a terra

A terra nos foi entregue por Deus para cuidarmos dela.

Deus nos entregou a terra imperfeita, para que terminássemos a sua obra.

E o que fazemos?

Jogamos lixo onde não devemos.

Votamos em governantes incompetentes e corruptos.

Precisamos de generosidade para com a terra, não de exploração exaustiva dela.

Ouvimos que cuidar da terra é uma questão se sobrevivência: cuidando da terra, mais a teremos para dela usufruir. Esta é uma visão equivocada. Ecologia é uma questão espiritual, porque é uma questão de generosidade. Cuidar da terra é um mandamento de santidade.



. Responsabilidade para com a vida

A nossa vida nos foi entregue por Deus para cuidarmos dela.

Cuidamos da nossa vida quando cuidamos do nosso corpo, quando cuidamos de nossa saúde, desenvolvendo ações que já sabemos quais são.

Cuidamos da nossa vida quando desenvolvemos um estilo de vida cuidadoso, com relação aos recursos naturais e aos recursos financeiros.

Cuidamos da nossa vida, quando a desfrutamos com humildade e intensidade. Devemos ser humildes diante das conquistas, por maiores que sejam. Devemos viver a vida com intensidade, sabendo-a efêmera.

Que as tragédias não precisem nos ensinar a viver.



PR. ISRAEL BELO DE AZEVEDO israelbelo@gmail.com