10/31/2011

"A valorização de toda a Escritura – de volta ao Cristianismo com Cristo" por Pierri Moreau


Em Mateus 22:16 diz: “Mestre, sabemos que és verdadeiro, e que ensinas segundo a verdade o caminho de Deus, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens”. Jesus não olha para a aparência do homem e é Ele mesmo que intitula-se como sendo a verdade. Mas mesmo em face de tantos ensinamentos deixados por Cristo através dos Evangelhos, o homem vive o Cristianismo de forma errônea quando olha para os homens observando suas doutrinas e vivendo sem alimentar-se da Palavra. Ora, que Cristianismo é esse que aponta para o próximo sem compaixão? Jesus ensinou que deve-se amar ao próximo como a si mesmos. Como ser o sal da terra e a luz do mundo sendo iguais a terra e ao mundo? Quem é nascido da carne é carne. Quem é nascido do espírito é espírito. É preciso viver a marca do amor. Na parábola da mulher samaritana no capítulo 4 do Evangelho de João, Jesus ensina a valorizar o que há de melhor na pessoa.  No versículo 16 ele diz àquela mulher: “Vai, chama o teu marido e vem cá”. Em seguida, no versículo 17, ela responde: “Não tenho marido”. Jesus então responde (versos 17b e 18): “Disseste bem: Não tenho marido; porque cinco maridos tiveste, e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade”. Ele valorizou a sinceridade daquela mulher que não mentiu. Isso é Cristianismo! Viver o amor como Cristo viveu e ensinou.
A conjugação de um verbo em hebraico, parte da 3ª pessoa do singular para a 1ª pessoa. Explicando gramaticalmente assim, o mandamento de amar primeiro Ele (Deus), depois tu (o próximo) e por último “eu”. Esse amor pode ser visto na igreja primitiva (também chamada igreja dos apóstolos referindo-se às primeiras pessoas que se identificavam como cristãs). Alguns usam essa expressão para referir-se aos primeiros povos narrados na Bíblia como filhos de Deus.
Na inauguração da igreja em Jerusalém, após o retorno de Jesus aos céus, os primeiros cristãos viviam unidos e compartilhavam seus bens e a cada dia a igreja crescia em número. Era uma igreja horizontalizada, sem hierarquia, ao contrário da atual igreja que é verticalizada.
Quando a perseguição aos cristãos começou, eles foram dispersos por vários lugares levando assim o evangelho de Jesus Cristo a toda a parte do mundo. Atualmente no cristianismo existem numerosas tradições e denominações, que refletem diferenças doutrinárias por vezes relacionadas com a cultura e os diferentes contextos locais em que estas se desenvolveram. Desde a Reforma com Martinho Lutero, o cristianismo é dividido em três grandes ramos:
·                    Catolicismo Romano: composto pela Igreja Católica e que hoje congrega o maior número de fiéis;
·                    Ortodoxia: originária da primeira grande cisma cristã é constituída por duas grandes igrejas ortodoxas – a grega e a russa – que apresentam algumas diferenças entre si, nomeadamente a língua usada na liturgia. Há ainda um terceiro ramo, a igreja de rito Copta, que surgiu no Norte da África;
·                    Protestantismo: originária da segunda grande cisma cristã (Reforma Protestante), no século XVI, e engloba grande número de movimentos e igrejas distintos.
Martinho Lutero buscando viver a essência do Cristianismo, publicou diversas obras abordando variados temas. Dentre os quais alguns destacam-se devido à relevância por hora da Reforma Protestante. A autoridade da Bíblia é ponto chave nos escritos de Lutero. É através deste argumento que a autoridade do papa (e por conseguinte, suas atitudes) fora questionada. Tendo como base seu grande conhecimento das Sagradas Escrituras Cristãs, Lutero teria enxergado a gritante discrepância entre a Igreja Cristã de seu tempo e a descrita na Bíblia e a partir disso foi aos poucos formulando as doutrinas que ele acreditava serem a transliteração dos princípios vividos pelos cristãos primitivos. O Apóstolo Paulo, que também conferia tamanha autoridade às Escrituras, em II Timóteo 3:16 diz: “Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”.
Desta maneira renuncia-se toda autoridade da tradição humana, isto é, de tudo aquilo que negasse os ditames bíblicos ou ao menos tivesse a pretensão de igualá-los ou sobrepor-los. O direito canônico, que era praticamente a base de toda a religião católica, é desta forma atacado e há momentos em que Lutero no texto afirma não ter este diante de Deus valor algum (pois ele chega a desaconselhar que suas prescrições sejam observadas). Era muito considerado e estudado em detrimento da própria Escritura sendo, por sua vez, deixada totalmente de lado. Em contrapartida afirma categoricamente Lutero “a lei e o estamento cristão podem subsistir muito bem sem as insuportáveis leis do papa”. E chega até a radicalizar: “O regimento dos apóstolos e do papa rimam tanto quanto Cristo e Lúcifer, céus e inferno...” isto principalmente devido a outra de suas afirmações: “Tu [o papa] forças e distorces a Escritura a teu bel-prazer”. Já encerrando esta parte, é interessante como Martinho Lutero coloca que a partir do batismo, o cristão torna-se livre e sujeito somente à palavra divina, isto apoiado novamente nos escritos do Apóstolo Paulo: “Para a liberdade Cristo nos libertou; permanecei, pois, firmes e não vos dobreis novamente a um jogo de escravidão” Gálatas 5:1.
Martinho Lutero propõe ainda que qualquer cristão pode e deve procurar interpretar a Bíblia (razão pela qual ele traduz entre 1521-23 a Bíblia para o alemão) colocando em xeque a reivindicação do papa como único interpretador ou confirmador de qualquer interpretação. Martinho chama essa pretensão do chefe da Igreja Romana de “fábula desaforadamente inventada”. Segundo Lutero, quem pode dar a verdadeira interpretação da Sagrada Escritura é unicamente o Espírito Santo, citando uma passagem do Novo Testamento na qual Jesus diz: “E serão todos ensinados por Deus” João 6:45.
Com estas afirmativas Martinho Lutero esvaziava o papel do sacerdote e colocava cada crente como um “sacerdote de si próprio” já que todos, a partir desta consciência, poderiam chegar-se a Deus sem medianeiro algum senão o próprio Cristo.
Atualmente o movimento protestante está dividido em três vertentes:
·                    Igrejas Históricas: resultado direto da reforma protestante. Destacam-se nesta vertente os luteranos, anglicanos, presbiterianos e batistas.
·                    Igrejas Pentecostais: originárias em movimento do início do século XX são baseadas na crença da presença do Espírito Santo na vida do crente através de sinais, denominados por estes como dons do Espírito Santo, tais como falar em línguas estranhas (glossolalia), curas, milagres, visões etc. Destacam-se nesta vertente a Igreja Assembléia de Deus e a Igreja do Evangelho Quadrangular.
·                    Igrejas Neopentecostais: originárias na segunda metade do século  de dissidências das igrejas pentecostais. Destacam-se nesta vertente a Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Apostólica Renascer em Cristo, Igreja Internacional da Graça de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Igreja Evangélica Cristo Vive, Missão Cristã Pentecostal e Igreja Pentecostal de Nova Vida.
A Bíblia diz em João 7:18 que “quem fala por si mesmo busca a sua própria glória; mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça”. Portanto, deve-se examinar as Escrituras para que se possa viver o que Cristo ensinou e Lutero protestou nos seus dias buscando resgatar o verdadeiro Cristianismo. Que por sua vez não é composto de vestes sagradas, permanência em igrejas, orações de boca, jejum, peregrinações e boas ações. Até porque, obras e atos piedosos também o homem mau, fingido e hipócrita pode conhecer e praticar. Pois como fora visto, cada um é sacerdote de si mesmo. Não é o papa, Pastor ou outro líder de entidade religiosa que há de interpretar as Sagradas Escrituras. Todos podem ouvir a voz do Espírito Santo de Deus ao ler e praticar o que Ele mesmo ordenou e prometeu. Para que não vivam como os que dizem praticar a justiça, pois como disse Martin Luther King “Justiça é reprimir com amor aquilo que se rebela contra o amor”. E para saber o que é o amor, é preciso conhecer aquele que o amou primeiro.
Somente Cristo através da sua palavra é capaz revelar o verdadeiro cristianismo. “Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” Hebreus 4:12
Bibliografia
LUTERO, Martinho – Da Liberdade Cristã. Editora Sinodal
KELLEY, Page H. – Hebraico Bíblico. Uma Gramática Introdutória. Editora Sinodal
LEBRUN, François – As Grandes Datas do Cristianismo. Lisboa: Ed. Notícias, 1990
Bíblia Sagrada (Diversas Versões)

10/26/2011

Coluna Especial - 2000 acessos

Para não passar em branco a marca de 2000 acessos, resolvi postar essa coluna especial (rs). O objetivo inicial desse blog era simplesmente informar o que eu estava fazendo, por onde eu andava e de certa forma manter contato com os amigos. Logo depois, surgiram as "redes sociais" a todo vapor e acabaram suprindo essa minha necessidade. Foi ai, que eu fiz desse blog o meu arquivo digital. Sou da geração que tem alergia à papel. Logo, tudo meu é digital. Nunca pensei em atingir essa marca (2000 acessos), todavia estou muito feliz em saber que, de uma certa forma, meu arquivo digital foi interessante pra você amigo ou visitante. Espero continuar contribuindo para suas navegações nas redes com material relevante, com exceção desse post que não serve pra nada... rs

Forte abraço, Pierri Moreau!

10/17/2011

Redes Sociais a seu favor

Confira algumas dicas para não errar no seu perfil

Redes Sociais a seu favor
Hoje em dia é difícil pensar em um mundo desconectado, seja por um comando no Google que lhe traz inúmeras informações acerca de uma palavra chave digitada, seja através de redes por meio das quais as pessoas se relacionam, se encontram, trocam informações, fotos, fofocas, enfim, atualizam-se de informações.
O poder da rede social pode ser comparado com o poder do antigo "boca a boca". Sabe quando não gostávamos de algo ou éramos mal atendidos e falávamos para nossos amigos? Pois é, na rede social acontece o mesmo, com o agravante que temos muitas conexões, pois elas vão além do físico, do encontro. Outro ponto é que, se um fator relevante para a informação é a credibilidade do interlocutor, imagine se alguém da sua família, ou amigo próximo publica algo, você não vai parar para pensar?
As empresas estão se adaptando a esse contexto. Desde processos seletivos, até a possibilidade de os funcionários navegarem em suas redes sociais no ambiente de trabalho, chegando até a processos mais robustos de criação e desenvolvimento como o Crowdsourcing, tudo isso vem fazendo parte da realidade corporativa. O fato é que as redes sociais invadiram nosso cotidiano, e quem não ceder a elas perderá uma chance importante de comunicação, principalmente com as gerações Y e Z.
JANELA DE OPORTUNIDADES - Conheço muitos profissionais da área de RH que checam redes sociais de candidatos antes de contratarem. Essa prática tem sido muito comum como forma extra de verificar referências. Afinal, se a informação é pública, porque não checar? Normalmente, isso é feito no fim do processo seletivo, a não ser que a pessoa seja indicada na própria rede social. Se isso ocorrer, normalmente o acesso ao perfil já é feito no início do processo.
Assim, as redes sociais podem ajudar muito na busca de uma nova oportunidade de trabalho. Para tanto, são importante dois movimentos: A) Deixar que os outros saibam que você quer uma oportunidade. Obviamente, você só deve divulgar isso abertamente após já ter tido uma conversa com seu chefe sobre o assunto. Se esse assunto é velado entre vocês, divulgue de forma cautelosa; B) Mostrar o que você tem feito e sobre o que você sabe ou pode contribuir.
SETE DICAS PARA NÃO ERRAR - Para utilizar as redes sociais a seu favor lembre-se de algumas dicas:
1) Mantenha seus perfis atualizados;
2) Não utilize esses ambientes para difamar nada nem ninguém; páginas em que as pessoas podem ter acesso às suas opiniões ajudam a formar uma imagem de você, portanto, tome cuidado;
3) Não entre em comunidades que possam denegrir a sua imagem. Pense assim, se isso fosse colocado na primeira página do jornal de amanhã, como eu me sentiria? Se a resposta é "não gostaria", não entre na comunidade, ou não escreva o que você está pensando;
4) Cuide do excesso de exposição; fotos em trajes mais íntimos, por exemplo, devem ser evitadas;
5) Seja adepto de causas nobres, que possam ajudar outras pessoas ou o planeta;
6) Reveja contatos; utilize as redes sociais como forma de networking, contando o que você está fazendo e aproximando relações;
7) Demonstre capacidade de se posicionar, normalmente isso possibilita às pessoas o conhecerem.
PERMITIR OU NÃO? - As redes sociais têm sido utilizadas até para enfatizar a imagem corporativa. Algumas empresas permitem livre acesso às redes, outras não, mas é importante ter clareza de que, quando você está na empresa, em geral, os ambientes que envolvem tecnologia da informação são monitorados, até para a própria defesa de conteúdos da companhia. Portanto, cuidado: tudo o que você faz pode ser visto, e se não foi visto, pode ser resgatado quando se quiser.
As empresas que permitem acesso às redes e a ferramentas como o MSN aceleram os processos comunicativos e podem sair na frente quando falamos de acesso à informação. Isso no ambiente em que estamos hoje pode ser um diferencial competitivo. Outra vantagem é que essa é a linguagem das gerações Y e Z e sabemos que, em breve, a geração Y estará em várias das posições de poder dentro das empresas. A geração Z, por sua vez, em breve será entrante no mercado de trabalho.
Não vejo como fugir do movimento de aderência dessas ferramentas e desse modo de se relacionar. Confio que as oportunidades suplantem as dificuldades que podem ser encontradas. Siga confiante e boa sorte!
Fonte: Diário do Grande ABC



Via: www.guiame.com.br

10/15/2011

JOHN HUS - "Estou preparado para morrer na Verdade do Evangelho que ensinei e escrevi"


 John Hus nasceu por volta do ano 1370, na Boêmia - região que, no mapa geopolítico mundial, é ocupada, hoje, pela República Tcheca, país do Leste Europeu. Em 1400, foi ordenado sacerdote e, desde o início de seu ministério, quando assumiu o púlpito da Capela de Belém, em Praga, tomou-se um estorvo, um incômodo para alguns de seus colegas. Pregava insistentemente contra os privilégios do clero, e defendia a necessidade urgente de uma reforma religiosa. A eloqüência de suas pregações fez com que, rapidamente, boa parte da população o seguisse. 
A nobreza também se rendeu ao seu discurso reformista e, há muito tempo, tentava encontrar uma forma de limitar o poder eclesiástico. Calcula-se que, na época, metade do território nacional boêmio pertencia à Igreja Católica, enquanto à Coroa cabia apenas a sexta parte. No mesmo período, com o apoio das autoridades, Hus traduziu o Novo Testamento para a língua boêmia e tornou-se um simpatizante das obras de John Wycliff (1329-1384), um reformador inglês.
Impedido de pregar - Influenciado por algumas das doutrinas wiclifistas, Hus pregava, dentre outros pontos, a autoridade suprema da Bíblia e a predestinação - doutrinas negadas, até hoje, pela Igreja Católica. Era a época em que existiam três papas comandando a Igreja, e ninguém sabia ao certo quem era o legítimo. Feito reitor da Universidade de Praga, Hus apoiava Alexandre V, eleito no Concílio de Pisa. No entanto, o arcebispo local era fiel a um outro papa - Gregório XII - e, por causa da disputa política, o arcebispo fez com que Hus fosse impedido de pregar. 
Hus - que significa ganso na língua boêmia - não obedeceu à proibição e, por isso, foi excomungado em 1411. Entretanto, seu pior ato de insubordinação, e o que gerou sua condenação à morte, foi a crítica feroz a uma atitude do terceiro papa, João XXIII. Em guerra contra o rei de Nápoles, aquele papa decidiu financiar o conflito com a venda de indulgências (remissão de pecados mediante pagamento à Igreja com determinada quantia em dinheiro). Os vendedores chegaram à Boêmia, tentando usar todo tipo de método para persuadir seus "fregueses". Hus, imediatamente, protestou e afirmou que só Deus poderia conceder indulgências e ninguém jamais poderia vender algo que procede somente de Deus.
Seu discurso movimentou o país e até passeatas de protesto foram organizadas. Hus foi excomungado pela segunda vez, e mudou-se de Praga para o Sul da Boêmia, a pedido do imperador. Ele permaneceu lá, até que, em 1414, ficou sabendo da realização do concílio da igreja católico-romana de Constança, na Alemanha. O evento, que contaria com a presença de vários reformadores de renome, prometia inaugurar uma nova era na vida da Igreja, pois seria decidido quem era o papa legítimo. Hus foi convidado a expor seu caso e aceitou comparecer. Poucos dias após sua chegada a Constança, foi convidado pelo Papa João XXIII para uma assembléia composta apenas de cardeais. Hus insistiu que estava ali para defender suas idéias diante do concílio e não em uma reunião tão restrita. Antes não tivesse ido.
O boêmio saiu daquela assembléia acusado de heresia e, a partir de então, passou a ser tratado como prisioneiro. Em junho de 1415, finalmente foi julgado pelo concilio. Por aquela época, João XXIII já fora deposto, mas isso não melhorou a situação de Hus. O concilio lhe atribuía uma série de heresias, as quais ele teria de admitir ser o autor. No entanto, em momento algum, a direção do concilio se dispôs a ouvi-lo sobre quais seriam, de fato, suas doutrinas. Hus, obviamente, recusou-se a retratar-se de doutrinas que não havia propagado e, assim, foi condenado à fogueira.
No dia 6 de julho, ele foi levado até a Catedral de Constança para ouvir um sermão sobre a teimosia dos hereges. Em seguida, teve seus cabelos cortados, uma cruz foi desenhada em sua cabeça, e recebeu uma coroa de papel decorada com desenhos de diabinhos. Mais uma vez, exigiram que Hus se retratasse, mas ele não voltou atrás. Atribui-se a Hus as seguintes palavras: "Estou preparado para morrer na Verdade do Evangelho que ensinei e escrevi". Hus morreu cantando os Salmos, e sua morte deflagrou uma verdadeira revolução contra a Igreja na Boêmia.
Recentemente, o Papa João Paulo II reconheceu o erro de seus "infalíveis" antecessores. Em dezembro de 1999, o líder católico pediu desculpas - embora demasiadamente tardias - pela morte de Hus. Na ocasião, falando sobre o reformador tcheco em um simpósio internacional promovido pelo Vaticano, João Paulo II afirmou: "Hoje, às vésperas do Grande Jubileu, sinto a necessidade de expressar profundo arrependimento pela morte cruel infligida a John Hus e pelas conseqüentes marcas de conflito e divisão deixadas nas mentes e nos corações do povo boêmio". 
Revista Graça – Julho / 2000 (Élidi Miranda)

Fonte: http://www.renovado.kit.net/john_hus.htm