12/11/2012
12/08/2012
11/25/2012
11/23/2012
10/30/2012
8/20/2012
O Choque Cultural no Processo de Adaptação Transcultural: Alerta aos Enviadores e Missionários
FÓRUM PARA O CUIDADO INTEGRAL DE MISSIONÁRIOS
TEMA: O Choque Cultural
no Processo de Adaptação Transcultural: Alerta aos Enviadores e Missionários
Pr. Hamilton Pereira Morais Filho
Ouvi recentemente uma experiente líder de certa agência missionária dizer que o
choque cultural é “aquela desorientação sentida quando você está num país
diferente do seu” e isso leva a “atitudes que você não teria se estivesse em
casa”. Creio que essa afirmação “natural”, com o uso de expressões
corriqueiras, engloba satisfatoriamente o significado do assunto. Na verdade,
precisamos aproximá-lo de nós e isso facilita a sua compreensão. Aliás, quais
os desdobramentos do choque, o que ele pode causar, o que pode ser feito
“antes, durante e após” o aparecimento deste inevitável ‘visitante’ no processo
de adaptação dos obreiros transculturais? E mais ainda, o que os candidatos
deveriam saber antes de desembarcarem noutro país e qual o papel da retaguarda
neste quesito? São muitas indagações, mas há pistas que podem nortear algumas
respostas e abrir novas e importantes discussões.
Em relação aos conceitos, o choque cultural é mesmo esse estado de confusão
mental experimentado quando o indivíduo deixa seu ambiente cultural e aporta
noutra realidade distinta da sua. O grau do choque está relacionado às
diferenças entre as culturas, mas também existem as variáveis pessoais que
agravarão ou minimizarão os efeitos do mesmo. Além disso, o apoio dado aos
sujeitos quando estão vivenciando o ápice do estresse transcultural – ou o
estresse surgido como consequência desse “encontro/confronto entre culturas” –
é “divisor de águas” neste processo. Isto é, o suporte social é visto como
elemento crucial para um enfrentamento saudável nesta fase inevitável do
processo de aculturação.
Todas as tarefas da vida humana
requerem de seus atores certo grau de estresse. Desde cozinhar um alimento –
isso porque a pessoa precisa estar atenta para que “seu jantar” não queime –
passando pelas atividades diárias como estudar, trabalhar e até mesmo “planejar
férias” (quando iremos? aonde iremos? onde ficaremos?) ativa os mecanismos
fisiológicos e psicológicos do estresse. Ocorre que geralmente após a
realização destes feitos, o corpo retorna ao seu estado de repouso e pode
repetir noutro momento tudo do mesmo modo, indefinidamente. Então, qual é o
problema? Quando estes mecanismos permanecem “ligados” por muito tempo. O
estresse em si é benigno e necessário para nossa sobrevivência, mas quando
continua ativo, preparando o corpo para algo “que nunca acontece” pode trazer
consequências seríssimas, desde lesões orgânicas simples até desajustes
emocionais, dependendo da singularidade de cada sujeito. Algumas pessoas
reclamarão de questões relacionadas ao corpo (dores, cansaço, doenças etc.),
enquanto outras serão afetadas mentalmente e/ou emocionalmente (sentimento de
“não-pertencimento”, baixa auto-estima, raiva, rejeição, depressão e outros).
Permita-me contar uma experiência pessoal.
No ano passado viajei com a minha família ao continente africano para um projeto
missionário de curto prazo, foram quase dois meses onde percebemos elementos
que poderiam gerar o choque cultural. Porém, como afirmam alguns autores, não o
enfrentamos porque o intervalo de tempo não era suficiente para vivenciar as
suas fases e também porque sabíamos que voltaríamos logo e isso nos “livraria”
da chegada do dito “visitante” (na verdade, “intruso”). Conhecemos jovens
missionários europeus que estavam servindo lá há meses (tempo variado entre
eles) e tivemos alguns encontros. Inclusive, dividimos a mesa numa refeição.
Pouco tempo depois o casal que nos hospedava foi procurado pelo representante
da missão responsável pelo envio destes irmãos. A preocupação dele era porque
uma das moças (eram três moças e um rapaz) estava com sinais de depressão e ele
precisava de um laudo (ela iria retornar prematuramente para casa) para que ao
chegar a seu país as questões burocráticas fossem resolvidas da melhor maneira
possível. Como nossa anfitriã é médica, ela esteve com a moça e de fato
identificou tais sintomas.
Depois do encontro, e “fechando um diagnóstico”, foi visto que conforme a
literatura médica o caso dela sugeria “depressão moderada” e a indicação foi
para que procurasse ajuda imediata de um especialista quando desembarcasse.
Enfim, ela retornou ao seu país e em menos de 20 dias recebemos a notícia que
esta jovem “se suicidara” (ela tomou muitos medicamentos e não houve tempo
hábil para socorrê-la). Foram horríveis os dias seguintes à notícia, mas o fato
estava consumado e nada mais podia ser feito por ela! Essa situação me fez
refletir sobre alguns aspectos do que tem sido dito sobre o choque cultural e a
primeira questão aflorada diz respeito ao que fora feito “antes” do envio e
“durante” os primeiros meses. Será que o problema era pré-existente e não foi
percebido ainda “em casa?”. Se foi diagnosticado, ou pelo menos suspeitado, o
que foi feito? Por outro lado, essa “preciosa” missionária (que poderia dedicar
duas ou três décadas de sua vida ao Senhor e aos campos!) teria seguido as
orientações de seus enviadores? E quando ela estava no campo, sua igreja
“estava lá” com ela? Seus líderes “próximos” e “distantes” não perceberam
quando os limites foram transpostos e a situação agravada? E no seu retorno
para casa, como teriam sido os terríveis dias (sozinha ou com uma forte rede de
apoio? “Ao colo” de alguém ou dependente unicamente do favor divino?), que
antecederam uma medida extremada como a dela? Enfim, as indagações são muitas e
o objetivo é amadurecermos algumas respostas para que seja possível assistirmos
com melhor qualidade aos nossos irmãos que estão no campo.
Quando afirmamos – inclusive citando as palavras do Senhor a Paulo: “a minha
graça te basta” (II Co 12.9) – a suficiência de Cristo em nossas vidas,
precisamos considerar que ele quase sempre usa meios humanos para realizar seus
intentos. Basta olharmos para a bíblia: Deus tinha planos e os realizou através
de pessoas! A independência (ele é capaz de cuidar excepcionalmente bem de seus
filhos sem “ajuda externa”) dele em relação a nós não precisa ser discutida –
como diz a frase nas carrocerias dos caminhões: “Deus sem você é Deus...” –
todavia, quando alguns missionários afirmam que ao enfrentarem os golpes do
choque cultural buscaram ajuda “em Deus somente” o que temos de discutir não é
a presença divina, mas a nossa ausência nesta hora tão crítica da adaptação nos
campos. Poucos receberam suporte pastoral e a minoria foi assistida
emocionalmente. O próprio Cristo pediu companhia em seu momento de maior
dificuldade (Mt 26.36-46 narra o episódio do Getsêmani). Tenho repetido
ultimamente as antigas (e esquecidas?) palavras de Tiago 3.1 “Meus irmãos, não
vos torneis, muitos de vós mestres, sabendo que havemos de receber maior
juízo”. Não temos espaço para comentar o texto, mas o conteúdo nos remete às
palavras de Jesus em Lucas 12.48 “àquele a quem muito foi dado, muito lhe será
exigido”. É simples o que está sendo discutido: temos talentos, dons e recursos
disponíveis e suficientes para cuidarmos com excelência dos missionários, e às
vezes ficamos indiferentes, envolvidos e ocupados com nossos próprios dilemas e
deixamos sós na “linha de frente” soldados sobrecarregados e já esgotados por
terem que batalhar em muitas “frentes de guerra” (pessoalmente, familiarmente,
ministerialmente, espiritualmente e um monte de outros “mentes”).
Deus tem dado (ou melhor, emprestado, e para ser bíblico: “colocado sob nossa
administração”) a nós individualmente e ao corpo de Cristo (à igreja local) uma
fonte inesgotável de recursos para fazermos o melhor pastoreio de missionários
de todos os tempos! Temos a tecnologia ao nosso lado, dispomos de transporte
que liga todos os cantos do mundo, há gente gabaritada nas mais diversas áreas
(ministeriais) e profissões (seculares), muitos são empresários, autônomos e
para que a “bênção seja completa”, a economia do país tem se mantido
estabilizada por alguns anos. Isso tudo proporciona o envio de pastores,
conselheiros, psicólogos e médicos ao campo para cuidarem integralmente dos
obreiros. Por outro lado temos gente que trabalha com crianças que podem cuidar
dos filhos dos missionários e lhes dar a oportunidade para dias ou semanas de
férias. Tantos outros podem “assumir provisoriamente” ministérios realizados
pelos obreiros e dar-lhes a chance de voltar ao “quartel-general”, ou
simplesmente “pendurar as enxadas” (quando usamos a metáfora do “campo” e da
“seara” do Senhor) para renovarem as forças. Uma dona de casa pode fazer as
refeições diárias para que a missionária “saia da cozinha” por algum tempo.
Enfim, temos potencial humano e recursos financeiros que nos instrumentalizam
para o cuidado, tanto no choque cultural, quanto na reentrada (que foi tido
pelos missionários como pior, mas seria ainda mais fácil para nós porque
“estamos em casa” e dispomos de um número ainda maior de instrumentos em nosso
arsenal/celeiro para pastorear).
O desenvolvimento saudável do candidato em sua igreja local o habilita para um
treinamento formal (seminário, escola de missões ou outro do gênero) mais
específico, mas se isso não ocorrer é imperativo que haja um “gargalo” que
“segure” essa preciosa pessoa para que ela seja cuidada nas áreas que ainda
precisam de lapidação. A dinâmica psíquica ainda não recebe o devido
tratamento. No ápice do estresse – os obreiros disseram que os primeiros seis
meses são muito difíceis, mas o primeiro mês requer cuidado especialíssimo – a instância
psicológica do indivíduo é posta à prova. Assim, como na maioria dos casos é
impossível afastar os estressores, então a solução é focalizar no “estressado”.
Isso mesmo! Como não podemos evitar certas variáveis geradoras de estresse
inerentes ao processo (cultura e idioma diferentes, missionários antigos no
campo, crentes e igreja local, saudades da família e por aí em diante)
centralizam-se os esforços no obreiro. A pressão existe e se é possível
privá-los dela, façamos isso a contento, mas também trabalhamos com o
“pressionado”. Aliás, alguns obreiros sugeriram que, dependendo da situação,
seria melhor “tirar o missionário do olho do furacão” e levá-lo para um local
“neutro” e após assisti-lo, permitir seu retorno.
Enquanto refletimos sobre esse tema centenas de irmãos enfrentam o choque
cultural. Alguns estão num grau de estresse tão alto que deveriam rever suas
atividades imediatamente. Outros já extrapolaram esse limite e provavelmente
colhem os frutos nocivos de um estado estressor crônico. Quando usamos um
automóvel de modo correto, sua vida útil será grande. Porém, quando este mesmo
veículo é exposto a situações que comprometem seu funcionamento, mesmo que não
“vejamos os estragos na hora”, cedo ou tarde ficaremos “quebrados na estrada”.
Esse não é o melhor exemplo, comparando gente com carro, mas ele nos ajuda a
compreender a importância de não ultrapassarmos limites. Todos nós somos
limitados. Todavia, quando percebemos isso e “damos folga a nós mesmos”,
conseguiremos reaver nossas defesas e retomar a caminhada. O problema em
relação aos obreiros transculturais é que estão sempre “forçando o ‘motor’ além
de sua capacidade tolerável”. A máquina até consegue suportar uma aceleração
demasiada por algum tempo, mas se tal intensidade permanecer, nem as máquinas
suportam. Imagine o ser humano!
Os missionários disseram que há um desequilíbrio entre “a oferta e a procura”
de cuidados. Eles falaram que o que é oferecido não supre suas necessidades. O
que pode ser feito para balancear tal situação? Encontros de restauração no
campo, cuidados que considerem a integralidade do sujeito (corpo, alma e
espírito) e toda a família e seus membros individualmente (casal, filhos,
pais), retirada estratégica para renovar as energias, menos trabalho e mais
descanso quando estão em férias/promoção, pedem que sejam preparados para se
adaptarem melhor na chegada e no retorno, insistem que suas igrejas de origem
carecem de treinamento para lhes receberem, comentam que suas famílias também
não estão prontas a reintegrá-los e também devem ser orientadas, pedem contato
de profissionais (psicólogos, se for o caso) – e até mesmo uma possível visita
– quando estão enfrentando o choque e assim por diante.
Resumindo, a seara é grande “lá fora” e à medida que recebe ceifeiros ela
também cresce “aqui dentro”. O corpo é múltiplo e cada membro tem uma função
definida por Deus. Se apenas uma perna anda, o corpo até se movimentará, mas o
esforço será muito maior e também sofrerá consequências. Enxergar com um dos
olhos é difícil, caminhar sem enxergar até é possível, mas quando a “candeia do
corpo” funciona perfeitamente, os passos serão mais firmes e os riscos serão
mais bem percebidos. “Lá longe” está uma parte do corpo e ela só sobreviverá se
– mesmo à distância – estivermos em perfeita sintonia. Se aquele membro sofre,
não é possível ficarmos indiferentes. Aproveite agora mesmo e acesse o site de
qualquer agência missionária e diga: “estou aqui”. Num dos encontros de
restauração realizado pelo CEM (Centro Evangélico de Missões em Viçosa/MG) os
missionários falaram do privilégio de servirem ao Senhor noutra cultura, mas
insistiram que seus enviadores jamais deveriam se esquecer da humanidade deles.
Uns vão, outros ficam, mas todos têm sua função. Usando as palavras de Paulo,
“Deus dá o crescimento”, mas “uns plantam e outros regam”. Não se preocupe com
o sobrenatural, com aquilo que só Deus pode fazer, mas empenhe-se pelo natural,
pelo que você deve fazer.
Referências
Bibliográficas
CARLSON,
N. R. Fisiologia do Comportamento. 7ª ed. São Paulo: Manole, 2002. 680p. CLASSIFICAÇÃO
DE TRANSTORNOS MENTAIS E DE COMPORTAMENTO DA CID-10: Descrições
Diagnósticas e Diretrizes Clínicas. Trad. Dorgival Caetano. Porto Alegre:
Artmed, 1993. 351p
DENNETT,
Jo Anne. Florescendo em outra Cultura – Um Manual para Missões
Transculturais. Trad. Marisa K. A. de S. Lopes. Londrina: Descoberta, 2004.
178p.
LOSS,
Myron. Choque Cultural – Lidando com o Estresse em um
Ambiente Transcultural.
Trad. Márcio
Cruz. 2ª ed. Camanducaia, Minas Gerais: Horizontes, 2005. 192p.
PIROLO,
Neal. A Missão de Enviar – Como Sustentar o seu Missionário. Trad. Hans
Udo Fuchs. 2º ed. Londrina: Descoberta, 2005. 224p.
VAN
DER MEER, A. L. Missionários Feridos – Como Cuidar dos que Servem.
Viçosa, Minas Gerais: Ultimato, 2009. 176p.
O’DONNELL,
K. O’DONNELL, M. L. Correr bem e descansar bem: doze ferramentas para a vida
missionária. Em: O’DONNELL, Kelly. Cuidado Integral do Missionário –
Perspectivas e Práticas ao Redor do Mundo. Londrina: Descoberta, 2004. p.
319-339.
8/17/2012
Reprograme seu metabolismo
Matéria publicada na Revista Men’s Health de abril.
"Nosso mundo moderno conspira para fazer você ganhar pneus e manter-se gordo. Drible as pegadinhas com a arma mais eficiente: seu corpo"
"Uma dieta não funciona a não ser que atenda a dois requisitos
aparentemente contraditórios: ela tem que ser diferente do que você faz
atualmente, ou seja, deve limitar os alimentos que você anda comendo em
excesso; e precisa ser montada de modo que você consiga viver com ela,
ou seja, tem que ser baseada nos alimentos de que você gosta e que sejam
bem acessíveis."
Para ler toda a materia clique aqui
7/26/2012
O Brasil não é mais um país apenas católico? por Yvonne Maggie
O Censo de 2010 revelou o crescimento significativo da população evangélica
no Brasil que passou de 15,4% em 2000 para 22,2% em 2010. Dos que se declararam
evangélicos, 60,0% se disseram de origem pentecostal, 18,5%, evangélicos de
missão e 21,8 %, evangélicos não determinados. Segundo este mesmo censo,
diminuiu o número dos que se designaram católicos ao longo da última década e
aumentou o número dos que dizem não ter religião. Estes números apresentam um
Brasil bem diverso daquele que prevalecia até o último decênio do século XX. O
crescimento da população evangélica parece ser uma das maiores mudanças em
termos de visão de mundo ocorridas nos últimos vinte anos no Brasil. É difícil
pensar sobre esse tema sem cair no debate acalorado de posições extremadas. O
que significa esse florescimento? O Brasil deixou de ser um país católico?
Dentre as muitas questões que devem ser pensadas sobre o aumento do protestantismo destaco duas que, evidentemente, não esgotam o problema. Em primeiro lugar, o que muda quando 20% de uma população majoritariamente católica passa a se declarar protestante? Em segundo, qual a relação deste fato com o que vem sendo chamado de intolerância religiosa?
Em um post anterior afirmei que o Brasil do real e do controle da hiperinflação, que completou 18 anos este ano, foi acompanhado pelo crescimento de uma nova classe média – milhares de pessoas deixaram de viver abaixo da linha da pobreza – e de uma ética centrada na responsabilidade individual, com o crescimento paralelo do número de protestantes. Alguns leitores me perguntaram o que tem a ver o aumento do protestantismo com o Plano Real. Há muito tempo venho pensando nesse aspecto da questão. É difícil dizer o que vem antes, o ovo ou a galinha.
O crescimento espantoso do número de evangélicos no País talvez seja sinal de que as regras morais e os valores indispensáveis ao surgimento do “espírito do capitalismo” são, de fato, complementares às mudanças econômicas e à maior racionalidade na vida cotidiana. Max Weber, um dos fundadores, e clássico da sociologia, escreveu sobre isso no século passado. Não penso ser absurdo admitir que no Brasil do século XXI uma ideologia mais voltada para o indivíduo e para o trabalho tenha sido concomitante à obra dos economistas que planejaram e executaram a estratégia de controle da inflação. A luta contra o clientelismo, ao qual sempre esteve ligada a Igreja católica, faz parte da nova ética necessária à implantação de forma mais racional e menos emocional de gerir a vida cotidiana e, é claro, a vida pública.
A pergunta que sempre me faço é por que tantas pessoas têm abandonado suas pertenças religiosas para aderir à fé protestante? Será possível que mais de 20% de adeptos do protestantismo sejam apenas pessoas ingênuas e manipuladas por falsos pastores que só desejam o seu dízimo?
Quando afirmo estas minhas ideias muitos me contradizem dizendo que os protestantes brasileiros não têm a lógica do calvinismo clássico, europeu, e mostram os alarmantes processos de intolerância religiosa como o que ocorreu no último dia 17 de julho na cidade de Olinda, em Pernambuco. Nessa noite, um grupo de evangélicos empunhando a Bíblia Sagrada invadiu um terreiro onde se realizava um ritual de candomblé, gritando que seus adeptos eram enviados do demônio, de satanás, do capiroto.
A intolerância e a violência devem, é claro, ser combatidas. Não se justificam num país democrático, onde a Constituição prega a liberdade religiosa. O fato é grave e há leis que devem ser acionadas em defesa daqueles que sofrem qualquer tipo de perseguição. Mas é preciso entender o que está em jogo quando pessoas de credos diferentes se enfrentam, pois o conflito revela mais do que os interesses materiais e diretos daqueles que estão em combate. A intolerância religiosa por parte de alguns evangélicos pode estar vinculada ao fato de almejarem a destruição da crença de que as pessoas são vítimas de ataques místicos, de olho grande, de feitiço o que, segundo eles, retira do indivíduo a responsabilidade sobre seus atos. O caso do “Quebra de xangô” nas Alagoas que narrei em outro post é um caso paradigmático.
A entrevista feita pelo Fantástico da TV Globo com Rosane Collor de Mello, ex-primeira-dama do País, que teve enorme repercussão, talvez seja um bom caso para pensar esta nova ética. Rosane Collor, convertida ao protestantismo, acusou seu ex-marido, quando era presidente, de praticar atos de “magia negra” na residência particular do casal em Brasília. Na entrevista Rosane Collor também falou da conversão da mãe-de-santo Maria Cecília que frequentava a casa da família para realizar rituais de magia negra durante a corrida de Collor para a presidência e, mesmo depois, para protegê-lo dos ataques místicos de seus inimigos, fazendo com que o mal que eles lhe desejavam se voltasse contra eles mesmos. Uma foto mostrando a mãe-de-santo citada na entrevista, subindo a rampa do Palácio do Planalto em 1991 ao lado do presidente vestido de branco, revela as ligações perigosas de Fernando Collor de Mello que possibilitaram as acusações de bruxaria. Rosane Collor disse que apenas ela e a ex-mãe-de-santo Maria Cecília, por terem “aceitado Jesus”, se livraram do que ela chamou de “maldição do Collor”. Segundo Rosane, só a entrega a Jesus protegeria os indivíduos das tramas nas quais se enredam aqueles que se dedicam a praticar os rituais de magia negra. Só Jesus salva da sina ou da maldição que não permite que o indivíduo se responsabilize pelos seus atos.
É impensável, vinte anos depois do impeachment de Collor de Mello, uma relação tão estreita entre um presidente e uma médium. A entrega a Jesus propugnada pelos evangélicos, pode ser vista como um rompimento com esta cosmologia do feitiço na qual as pessoas estão sempre tendo de se defender dos ataques místicos e, com isso, dependendo dos que têm esses poderes para livrá-los do mal. O feitiço une assim pessoas e grupos e simboliza o clientelismo na política e na vida social. Os protestantes rompem também com a aliança centenária da Igreja católica com as religiões afro-brasileiras, que ao mesmo tempo as atacava e mantinha uma relação ambígua. Romper os laços com a Igreja católica e com a crença no feitiço representa uma virada radical no cenário cosmológico da vida social brasileira.
Fonte: globo.com
Dentre as muitas questões que devem ser pensadas sobre o aumento do protestantismo destaco duas que, evidentemente, não esgotam o problema. Em primeiro lugar, o que muda quando 20% de uma população majoritariamente católica passa a se declarar protestante? Em segundo, qual a relação deste fato com o que vem sendo chamado de intolerância religiosa?
Em um post anterior afirmei que o Brasil do real e do controle da hiperinflação, que completou 18 anos este ano, foi acompanhado pelo crescimento de uma nova classe média – milhares de pessoas deixaram de viver abaixo da linha da pobreza – e de uma ética centrada na responsabilidade individual, com o crescimento paralelo do número de protestantes. Alguns leitores me perguntaram o que tem a ver o aumento do protestantismo com o Plano Real. Há muito tempo venho pensando nesse aspecto da questão. É difícil dizer o que vem antes, o ovo ou a galinha.
O crescimento espantoso do número de evangélicos no País talvez seja sinal de que as regras morais e os valores indispensáveis ao surgimento do “espírito do capitalismo” são, de fato, complementares às mudanças econômicas e à maior racionalidade na vida cotidiana. Max Weber, um dos fundadores, e clássico da sociologia, escreveu sobre isso no século passado. Não penso ser absurdo admitir que no Brasil do século XXI uma ideologia mais voltada para o indivíduo e para o trabalho tenha sido concomitante à obra dos economistas que planejaram e executaram a estratégia de controle da inflação. A luta contra o clientelismo, ao qual sempre esteve ligada a Igreja católica, faz parte da nova ética necessária à implantação de forma mais racional e menos emocional de gerir a vida cotidiana e, é claro, a vida pública.
A pergunta que sempre me faço é por que tantas pessoas têm abandonado suas pertenças religiosas para aderir à fé protestante? Será possível que mais de 20% de adeptos do protestantismo sejam apenas pessoas ingênuas e manipuladas por falsos pastores que só desejam o seu dízimo?
Quando afirmo estas minhas ideias muitos me contradizem dizendo que os protestantes brasileiros não têm a lógica do calvinismo clássico, europeu, e mostram os alarmantes processos de intolerância religiosa como o que ocorreu no último dia 17 de julho na cidade de Olinda, em Pernambuco. Nessa noite, um grupo de evangélicos empunhando a Bíblia Sagrada invadiu um terreiro onde se realizava um ritual de candomblé, gritando que seus adeptos eram enviados do demônio, de satanás, do capiroto.
A intolerância e a violência devem, é claro, ser combatidas. Não se justificam num país democrático, onde a Constituição prega a liberdade religiosa. O fato é grave e há leis que devem ser acionadas em defesa daqueles que sofrem qualquer tipo de perseguição. Mas é preciso entender o que está em jogo quando pessoas de credos diferentes se enfrentam, pois o conflito revela mais do que os interesses materiais e diretos daqueles que estão em combate. A intolerância religiosa por parte de alguns evangélicos pode estar vinculada ao fato de almejarem a destruição da crença de que as pessoas são vítimas de ataques místicos, de olho grande, de feitiço o que, segundo eles, retira do indivíduo a responsabilidade sobre seus atos. O caso do “Quebra de xangô” nas Alagoas que narrei em outro post é um caso paradigmático.
A entrevista feita pelo Fantástico da TV Globo com Rosane Collor de Mello, ex-primeira-dama do País, que teve enorme repercussão, talvez seja um bom caso para pensar esta nova ética. Rosane Collor, convertida ao protestantismo, acusou seu ex-marido, quando era presidente, de praticar atos de “magia negra” na residência particular do casal em Brasília. Na entrevista Rosane Collor também falou da conversão da mãe-de-santo Maria Cecília que frequentava a casa da família para realizar rituais de magia negra durante a corrida de Collor para a presidência e, mesmo depois, para protegê-lo dos ataques místicos de seus inimigos, fazendo com que o mal que eles lhe desejavam se voltasse contra eles mesmos. Uma foto mostrando a mãe-de-santo citada na entrevista, subindo a rampa do Palácio do Planalto em 1991 ao lado do presidente vestido de branco, revela as ligações perigosas de Fernando Collor de Mello que possibilitaram as acusações de bruxaria. Rosane Collor disse que apenas ela e a ex-mãe-de-santo Maria Cecília, por terem “aceitado Jesus”, se livraram do que ela chamou de “maldição do Collor”. Segundo Rosane, só a entrega a Jesus protegeria os indivíduos das tramas nas quais se enredam aqueles que se dedicam a praticar os rituais de magia negra. Só Jesus salva da sina ou da maldição que não permite que o indivíduo se responsabilize pelos seus atos.
É impensável, vinte anos depois do impeachment de Collor de Mello, uma relação tão estreita entre um presidente e uma médium. A entrega a Jesus propugnada pelos evangélicos, pode ser vista como um rompimento com esta cosmologia do feitiço na qual as pessoas estão sempre tendo de se defender dos ataques místicos e, com isso, dependendo dos que têm esses poderes para livrá-los do mal. O feitiço une assim pessoas e grupos e simboliza o clientelismo na política e na vida social. Os protestantes rompem também com a aliança centenária da Igreja católica com as religiões afro-brasileiras, que ao mesmo tempo as atacava e mantinha uma relação ambígua. Romper os laços com a Igreja católica e com a crença no feitiço representa uma virada radical no cenário cosmológico da vida social brasileira.
Fonte: globo.com
5/03/2012
5/01/2012
Cursos gratuitos via EAD
Pequena lista de Instituições de ponta que oferecem cursos gratuitos via Ead com certificação.
Na área de TI, Finanças Pessoais, Sustentabilidade,
Inovação Venture Capital e Empreendedorismo, Direito, Metdologia do
Ensino e diversas áreas:
http:// www.nextgenerationcenter.com/ home.aspx
Fundação Bradesco - Adm Financeira, Banco de Dados, Des. de
Aplicativos, Fotografia, Governança de TI, Informática, Infraestrutura,
Office 2003, 2007 e 2010, Segurança e Sistemas Operacionias:
www.ev.org.br/Cursos/Paginas/ Online.aspx
SEBRAE - Atendimento ao Cliente, Empreendedorismo, Planejamento
Financeiro, Compras Governamentais, Vendas, Formação de Preço, Gestão de
Cooperativas de Crédito, Iniciando Pequeno Negócio.
http://www.ead.sebrae.com.br/ hotsite/cursos/
Senado Federal - Direiro, Relações Internacionais, Política entre outros.
http://www.senado.gov.br/ senado/ilb/asp/ED_cursos.asp
Universidade de Stanford/EUA - na área de Engenharia da Computação e Elétrica
Os cursos são em inglês, você necessitará habilidade ao menos no inglês técnico para concluir o curso online gratis.
http://see.stanford.edu/SEE/ Courses.aspx
Revista Exeme/INFO - Flash CS3, Fotoshop, Windows Vista,
http://info.abril.com.br/ dicas/cursos/flashcs3/ curso.html
4/28/2012
Teologia, Evangelho e Instituição - sobre medos e promessas –
Ricardo Lengruber Lobosco
O
medo é um sentimento imperial. Quando se tem medo de algo, o corpo todo
coopera para a reação, seja reação para se esconder, seja para agir e
enfrentar. Isso ocorre com pessoas e animais, mas com intituições é
diferente. Instituições não têm relação de medo com nada nem com
ninguém, apenas relações de conveniência e adequação.
Uma
instituição se baseia sobre a lógica de, existindo, levar adiante sua
chama originária e fazer dessa bandeira uma verdade a ser apregoada aos
quatros cantos. Institui-se, assim, suas verdades e ideais e, para eles,
cargos, funções, regras, metas, planos etc.
A
questão é que com o tempo os meios se sobrepõem aos princípios e tornam
os fins menos condizentes com as raízes e mais subservientes a si
próprios.
As
igrejas são os exemplos mais emblemáticos dessa esclerose. Nascem por
força do Evangelho e a ele prometem prestar obediência e fidelidade.
Cânones, doutrinas, ritos e pessoas ao Evangelho se curvam e, em nome
dele, planejam e agem. Com o tempo, todavia, a Igreja passa a ser maior
que o Evangelho e assume o protagonismo da história. Com isso, nada será
mais importante nos processos do que a fidelidade à Igreja, mesmo que
em detrimento ao Evangelho.
Quando
disso tomamos ciência, as coisas já desandaram. Quando menos se
percebe, os meios se tornaram ídolos para os quais nos curvamos e,
inconscientemente, somos capazes de viver uma vida toda.
Amo
a Teologia porque sua forma de pensar sobre a realidade é profundamente
fiel ao Evangelho. O que mais vale é descobrir o sentido escondido por
sob as cinzas da realidade. O que há de mais belo na Teologia é sua
busca incansável por tornar o Evangelho compreensível para o tempo que
se chama hoje.
Daí, talvez, a periculosidade da Teologia!
Se,
na instituição, em regra, os meios se sobrepõem aos princípios e fins e
a Teologia insiste em redescobrir sempre a semente originária donde
tudo germina, fica claro que sua presença não é costumeiramente bem
assimilada.
Óbvio
está que me refiro à Teologia que se faz com base na Fé e na Ciência.
Na plena capacidade de crer e confiar e na suprema arte de perguntar e
criticar. Mas há outras formas de fazer teologia que não são dignas do
nome que arvoram; são apenas arremedos do labor teológico. São discursos
encomendados pela instituição e a ela servem cegamente. Dizem o que já
está posto e apenas repetem acocoradamente o modo como as coisas estão e
devem permanecer. Mais parecem manuais de alvos e metas.
Quando
as instituições crescem e se deformam, a Teologia torna-se não querida.
Sob o discurso da “morte da fé”, acusam-na de incrédula e cética. Não
se percebe, entretando, que se trata da morte de uma fé já caduca e, por
consequência, a semeadura de uma fé nova que precisa de solo arado e
água pura para germinar.
Os
que acusam a Teologia de ameaçar a fé sincera do cristão o fazem por
ignorância ou por má-fé. Ignorância que deve ser relevada, desde que
instada a se defrontar com as crises oportunizadoras de emancipação que a
Teologia promove. Mas quando se trata de má-fé, a questão é outra e
deve ser denunciada. Para que as coisas se mantenham como estão e os
meios se sobrepujam aos fins, a Teologia deve ser posta de lado.
O grande desafio das instituições evangélicas é saber harmonizar o seu modus operandi
com a riqueza e a liberdade do vento do Espírito. O curioso,
entretanto, é que esse esforço só logrará êxito se for impulsionado pela
força que a Teologia, ela mesma, exige de si.
Se
é verdade que a Fé demanda institucionalidade, para que se realize
historicamente, no fundo, a obediência a Deus exige, paradoxalmente, o
exercício da mais profunda liberdade teológica, aquela que nos ajudar a
sermos capazes de experiementar a Fé sem os ditames dessa ou daquela
instituição.
Por
fim, devo esclarecer: por menos que perceba e se aceite, as
instituições sempre morrem; o que parece permanecer é a casca sob a qual
os processos efetivamente se realizam. O que sempre permanece vivo é o
discurso e a prática da Fé, isto é, a Teologia! Se as instituições
conseguem se permanecer de pé é porque a Teologia insiste,
espiritualmente, em se manter viva e em dar vida às instituições. Mesmo
quando o vento sopra desde fora, quando a Teologia é posta para longe
dos altares, é a força da originalidade perene do Evangelho que mantem
as instituições capazes de se renovar e com a promessa de manterem vivas
e relevantes.
O problema do Elogio
Diz o ditado que elogiar nunca é demais. Diz a ciência que não é bem assim. Na
próxima vez que afagar o ego alheio, escolha bem as palavras. Do contrário, o
alvo delas pode se tornar um dos maiores fracassados que você já conheceu.
Você deve ser muito inteligente. Afinal está lendo a SUPER. Passou por reportagens sobre assuntos complexos. que exploram a ciência, a economia, a geologia e até a insetologia. Estamos orgulhosos. Assim você vai longe! Em breve estará entre os maiores pensadores brasileiros. Rumo ao Nobel, heim?
Ah, não diga que agora está se sentindo pressionado. A gente não queria causar isso. Aliás, ninguém quer gerar esse efeito quando parabeniza outra pessoa. Mas às vezes o tiro sai pela culatra. E o elogio causa um mal danado.
Na verdade, o elogio em si não tem nada de errado. A gente é que não aprendeu a usá-lo do jeito certo. E a lambança é generalizada: disparamos elogios em casa, na escola e no trabalho sem pensar nas consequências. Os resultados de tanto paparico podem ser catastróficos. A curto prazo, o coitado que foi enaltecido pode ficar desconfortável, inseguro, ansioso. A longo prazo, esse gênio em potencial corre o risco de virar um arruinado na vida.
Em alguns casos, o estrago começa já na infância. Se for reconhecida como inteligente, uma criança pode sentir pressão demais sobre os ombrinhos para corresponder às expectativas. Isso às vezes é bom, porque incentiva a criança a estudar para conseguir boas notas. Mas também pode ser ruim, muito ruim - por estimular a criança a usar truques para se destacar. Como fizeram alguns dos 400 alunos de uma escola de Nova York pesquisados pela psicóloga americana Carol Dweck, da Universidade Stanford.
Carol realizou uma série de estudos com essa turma. Um deles era composto de 4 provas. Na 1ª, alunos da 5ª série fizeram um teste de QI, simples para estudantes da sua idade. Terminado o teste, os pesquisadores davam as notas aos estudantes e encerravam a conversa com um elogio. Metade deles ouvia "Você deve ser muito inteligente”. Para a outra metade, o texto era diferente - não parabenizava o aluno diretamente, e sim sua atitude: “Você deve ter se esforçado muito para conseguir esse resultado.” Carol e sua equipe queriam dividir os alunos em dois grupos - “os inteligentes” e "os esforçados” para ver o impacto da diferenciação no comportamento das crianças.
O impacto apareceu rapidinho, já na 2ª tarefa. Nela, os estudantes tiveram chance de fazer sua escolha: um teste simples, tão fácil quanto o 1°, ou um mais complicado, que “faria com que eles aprendessem muitas coisas novas”. O grupo dos inteligentes escolheu o teste fácil. O dos esforçados foram mais corajosos - optaram pela prova difícil. Aí veio o 3º teste, bem mais complexo que os anteriores. Os dois grupos se deram mal. Só que os esforçados - justificando apelido - se dedicaram muito mais à resolução da prova. Os inteligentes? Esses aí ficaram extremamente nervosos. Mal conseguiram terminar o teste.
A grande surpresa, no entanto, veio na 4ª prova. Essa era barbada, tão fácil quanto a primeira. O resultado: os elogiados pelo esforço melhoraram em 30% a nota que haviam tirado na 1ª prova. Já os inteligentes foram mal - o desempenho deles despencou 20%.
Xô, risco
Não é difícil entender o que a pesquisa mostra. Uma criança elogiada pela inteligência entende o seguinte: "Tenho que ser sempre inteligente. porque essa é imagem que os adultos têm de mim".
ELOGIO EM EXCESSO FAZ O CÉREBRO TRAVAR
Mas manter um alto nível de inteligência não parece uma tarefa um tanto abstrata? Imagine para uma criança. O jeito é adotar a saída genérica (e mais fácil): parecer inteligente. Para isso, basta criar uma zona de segurança. Evitar provas difíceis, cursos complicados, qualquer desafio que possa representar um risco à imagem. Já na cabeça do aluno elogiado pelo esforço, o pensamento é outro: se passou por esse desafio, pode vencer o próximo - basta tentar. “Por isso o elogio deve ser dirigido para o processo, e não para o resultado” , diz Carol. “Sempre para as ações, nunca para a pessoa."
Refugiar-se nessa zona de segurança não é coisa de criança. Adolescentes e adultos fazem isso. Garotas gostam de sentir-se atraentes, certo? Se uma menina recebe cantadas na faculdade sempre que está maquiada, por que iria à aula de cara limpa? Vai que alguém percebe que ela não é tão gata assim... E aquele amigo que sabe tudo de cinema e tem fama de culto? Talvez ele não entre na próxima discussão que vocês tiverem sobre Camões. Se ele não souber muito sobre literatura, a conversa tem potencial para destruir a reputação dele na patotinha.
A zona de segurança até é capaz de evitar que a imagem desse pessoal - e a sua, porque você talvez já tenha recorrido a ela - saia arranhada. Mas também gera o medo de arriscar. Pode fazer alguém evitar uma promoção no trabalho, uma mudança de cidade, uma pós-graduação difícil... Qualquer desafio. Como Carol Dweck descobriu em suas pesquisas. “Conversei com vários adultos considerados gênios na infância que nem concluíram a universidade", diz. "Eles não sabiam lidar com o fracasso."
Identificou-se com algum desses casos? Não se culpe, é natural buscar uma área de conforto - nosso cérebro faz isso. Tanto que, se você receber elogios constantemente, ele vai achar que você está em um ótimo patamar. E vai parar de trabalhar para ajudar você nas próximas conquistas.
Não, ele não está conspirando contra você. Só deu uma descansada. Sempre que ganhamos parabéns por algo, o cérebro entende isso como uma recompensa. Você fez algo bom e recebeu um agradinho. Ponto para você. Mas o cérebro quer que você acumule mais pontos, e por isso incentiva iniciativas ousadas. E a nossa motivação, gerada por uma área do cérebro chamada centro de recompensa. "Está aí o segredo da persistência”, diz o psiquiatra Robert Cloninger, da Universidade Washington de St. Louis, Missouri. "O corpo trabalha com determinação depois que aprende a lição.”
o problema é quando acumulamos elogios - ou pontos - demais. O cérebro entende que nem precisa mais mandar a mensagem de incentivo. E como se o centro de recompensa se aposentasse da torcida pelo seu sucesso. Pior para você: sem esse apoio, você acaba sem motivação para fazer as tarefas. Sem disposição para buscar a tal bolsa de estudos no exterior ou criar aquele projeto novo no escritório.
Moral da história: seja por medo de arriscar, seja por falta de vontade, uma pessoa talentosa e devidamente elogiada pode se dar pior na vida do que alguém meramente esforçado. Existe, no entanto, uma pessoa capaz de colocá-los em pé de igualdade (e da pior maneira possível): o chefe.
Chefes são como pais. Depositam uma expectativa enorme em cima dos funcionários. Muitas vezes usam os parabéns para impor um comportamento específico. É o "elogio controlador”, que funciona mais ou menos assim na prática: “Bom trabalho. Gosto quando você apoia minhas ideias”. ’Nesse caso, o chefe está mandando um sinal bem claro: faça tudo do meu jeito e será reconhecido” diz Willian Bull, consultor da Mercer, especializada em recursos humanos.
Assim, o elogio vira ordem. Mas tem o caso em que o elogio deixa o funcionário sem qualquer diretriz. “Numa empresa, o elogio vem quase sempre para os resultados, poucas vezes para o estorço individual”, diz Bull. Na prática, vira aquele tapinha nas costas depois de um relatório. O chefe gostou dos números, mas nem se importou com o que sua equipe fez pra consegui-los. Sem saber que tipo de atitude devem ter dali para a frente, os funcionários ficam perdidos. Tão inseguros quanto as crianças estudadas pela psicóloga Carol Dweck.
Por isso, um conselho. Se você não receber nenhum elogio do professor, dos pais ou do chefe nos próximos dias, não se preocupe: esse pode ser o melhor caminho para o seu sucesso.
Só no mal-entendido
O QUE O PAI DIZ
“Olha só que desenho lindo! Você vai ser o próximo Picasso!”
O QUE O FILHO PENSA
Melhor não desenhar nada difícil, ou ele vai perceber que eu não sou Picasso nenhum!”
O QUE O PROFESSOR DIZ
“Ótima redação! Você escreve muito bem!
O QUE O ALUNO PENSA
“A única coisa que sei fazer é escrever. Melhor nem me esforçar nas outras materias!
O QUE O CHEFE DIZ
“Seu departamento fez um ótimo trabalho!”
O QUE O FUNCIONÁRIO PENSA
“Ele não tem a menor ideia de quem sou e o que faço na empresa. Meu trabalho nunca será valorizado.”
O QUE A EXECUTIVA DIZ
“Adorei sua roupa. Por que não se veste sempre assim?
O QUE A SECRETARIA PENSA
“EIa odeia o jeito como eu me visto. Se quiser agradar, vou ter que me vestir sempre assim".
Você deve ser muito inteligente. Afinal está lendo a SUPER. Passou por reportagens sobre assuntos complexos. que exploram a ciência, a economia, a geologia e até a insetologia. Estamos orgulhosos. Assim você vai longe! Em breve estará entre os maiores pensadores brasileiros. Rumo ao Nobel, heim?
Ah, não diga que agora está se sentindo pressionado. A gente não queria causar isso. Aliás, ninguém quer gerar esse efeito quando parabeniza outra pessoa. Mas às vezes o tiro sai pela culatra. E o elogio causa um mal danado.
Na verdade, o elogio em si não tem nada de errado. A gente é que não aprendeu a usá-lo do jeito certo. E a lambança é generalizada: disparamos elogios em casa, na escola e no trabalho sem pensar nas consequências. Os resultados de tanto paparico podem ser catastróficos. A curto prazo, o coitado que foi enaltecido pode ficar desconfortável, inseguro, ansioso. A longo prazo, esse gênio em potencial corre o risco de virar um arruinado na vida.
Em alguns casos, o estrago começa já na infância. Se for reconhecida como inteligente, uma criança pode sentir pressão demais sobre os ombrinhos para corresponder às expectativas. Isso às vezes é bom, porque incentiva a criança a estudar para conseguir boas notas. Mas também pode ser ruim, muito ruim - por estimular a criança a usar truques para se destacar. Como fizeram alguns dos 400 alunos de uma escola de Nova York pesquisados pela psicóloga americana Carol Dweck, da Universidade Stanford.
Carol realizou uma série de estudos com essa turma. Um deles era composto de 4 provas. Na 1ª, alunos da 5ª série fizeram um teste de QI, simples para estudantes da sua idade. Terminado o teste, os pesquisadores davam as notas aos estudantes e encerravam a conversa com um elogio. Metade deles ouvia "Você deve ser muito inteligente”. Para a outra metade, o texto era diferente - não parabenizava o aluno diretamente, e sim sua atitude: “Você deve ter se esforçado muito para conseguir esse resultado.” Carol e sua equipe queriam dividir os alunos em dois grupos - “os inteligentes” e "os esforçados” para ver o impacto da diferenciação no comportamento das crianças.
O impacto apareceu rapidinho, já na 2ª tarefa. Nela, os estudantes tiveram chance de fazer sua escolha: um teste simples, tão fácil quanto o 1°, ou um mais complicado, que “faria com que eles aprendessem muitas coisas novas”. O grupo dos inteligentes escolheu o teste fácil. O dos esforçados foram mais corajosos - optaram pela prova difícil. Aí veio o 3º teste, bem mais complexo que os anteriores. Os dois grupos se deram mal. Só que os esforçados - justificando apelido - se dedicaram muito mais à resolução da prova. Os inteligentes? Esses aí ficaram extremamente nervosos. Mal conseguiram terminar o teste.
A grande surpresa, no entanto, veio na 4ª prova. Essa era barbada, tão fácil quanto a primeira. O resultado: os elogiados pelo esforço melhoraram em 30% a nota que haviam tirado na 1ª prova. Já os inteligentes foram mal - o desempenho deles despencou 20%.
Xô, risco
Não é difícil entender o que a pesquisa mostra. Uma criança elogiada pela inteligência entende o seguinte: "Tenho que ser sempre inteligente. porque essa é imagem que os adultos têm de mim".
ELOGIO EM EXCESSO FAZ O CÉREBRO TRAVAR
Mas manter um alto nível de inteligência não parece uma tarefa um tanto abstrata? Imagine para uma criança. O jeito é adotar a saída genérica (e mais fácil): parecer inteligente. Para isso, basta criar uma zona de segurança. Evitar provas difíceis, cursos complicados, qualquer desafio que possa representar um risco à imagem. Já na cabeça do aluno elogiado pelo esforço, o pensamento é outro: se passou por esse desafio, pode vencer o próximo - basta tentar. “Por isso o elogio deve ser dirigido para o processo, e não para o resultado” , diz Carol. “Sempre para as ações, nunca para a pessoa."
Refugiar-se nessa zona de segurança não é coisa de criança. Adolescentes e adultos fazem isso. Garotas gostam de sentir-se atraentes, certo? Se uma menina recebe cantadas na faculdade sempre que está maquiada, por que iria à aula de cara limpa? Vai que alguém percebe que ela não é tão gata assim... E aquele amigo que sabe tudo de cinema e tem fama de culto? Talvez ele não entre na próxima discussão que vocês tiverem sobre Camões. Se ele não souber muito sobre literatura, a conversa tem potencial para destruir a reputação dele na patotinha.
A zona de segurança até é capaz de evitar que a imagem desse pessoal - e a sua, porque você talvez já tenha recorrido a ela - saia arranhada. Mas também gera o medo de arriscar. Pode fazer alguém evitar uma promoção no trabalho, uma mudança de cidade, uma pós-graduação difícil... Qualquer desafio. Como Carol Dweck descobriu em suas pesquisas. “Conversei com vários adultos considerados gênios na infância que nem concluíram a universidade", diz. "Eles não sabiam lidar com o fracasso."
Identificou-se com algum desses casos? Não se culpe, é natural buscar uma área de conforto - nosso cérebro faz isso. Tanto que, se você receber elogios constantemente, ele vai achar que você está em um ótimo patamar. E vai parar de trabalhar para ajudar você nas próximas conquistas.
Não, ele não está conspirando contra você. Só deu uma descansada. Sempre que ganhamos parabéns por algo, o cérebro entende isso como uma recompensa. Você fez algo bom e recebeu um agradinho. Ponto para você. Mas o cérebro quer que você acumule mais pontos, e por isso incentiva iniciativas ousadas. E a nossa motivação, gerada por uma área do cérebro chamada centro de recompensa. "Está aí o segredo da persistência”, diz o psiquiatra Robert Cloninger, da Universidade Washington de St. Louis, Missouri. "O corpo trabalha com determinação depois que aprende a lição.”
o problema é quando acumulamos elogios - ou pontos - demais. O cérebro entende que nem precisa mais mandar a mensagem de incentivo. E como se o centro de recompensa se aposentasse da torcida pelo seu sucesso. Pior para você: sem esse apoio, você acaba sem motivação para fazer as tarefas. Sem disposição para buscar a tal bolsa de estudos no exterior ou criar aquele projeto novo no escritório.
Moral da história: seja por medo de arriscar, seja por falta de vontade, uma pessoa talentosa e devidamente elogiada pode se dar pior na vida do que alguém meramente esforçado. Existe, no entanto, uma pessoa capaz de colocá-los em pé de igualdade (e da pior maneira possível): o chefe.
Chefes são como pais. Depositam uma expectativa enorme em cima dos funcionários. Muitas vezes usam os parabéns para impor um comportamento específico. É o "elogio controlador”, que funciona mais ou menos assim na prática: “Bom trabalho. Gosto quando você apoia minhas ideias”. ’Nesse caso, o chefe está mandando um sinal bem claro: faça tudo do meu jeito e será reconhecido” diz Willian Bull, consultor da Mercer, especializada em recursos humanos.
Assim, o elogio vira ordem. Mas tem o caso em que o elogio deixa o funcionário sem qualquer diretriz. “Numa empresa, o elogio vem quase sempre para os resultados, poucas vezes para o estorço individual”, diz Bull. Na prática, vira aquele tapinha nas costas depois de um relatório. O chefe gostou dos números, mas nem se importou com o que sua equipe fez pra consegui-los. Sem saber que tipo de atitude devem ter dali para a frente, os funcionários ficam perdidos. Tão inseguros quanto as crianças estudadas pela psicóloga Carol Dweck.
Por isso, um conselho. Se você não receber nenhum elogio do professor, dos pais ou do chefe nos próximos dias, não se preocupe: esse pode ser o melhor caminho para o seu sucesso.
Só no mal-entendido
O QUE O PAI DIZ
“Olha só que desenho lindo! Você vai ser o próximo Picasso!”
O QUE O FILHO PENSA
Melhor não desenhar nada difícil, ou ele vai perceber que eu não sou Picasso nenhum!”
O QUE O PROFESSOR DIZ
“Ótima redação! Você escreve muito bem!
O QUE O ALUNO PENSA
“A única coisa que sei fazer é escrever. Melhor nem me esforçar nas outras materias!
O QUE O CHEFE DIZ
“Seu departamento fez um ótimo trabalho!”
O QUE O FUNCIONÁRIO PENSA
“Ele não tem a menor ideia de quem sou e o que faço na empresa. Meu trabalho nunca será valorizado.”
O QUE A EXECUTIVA DIZ
“Adorei sua roupa. Por que não se veste sempre assim?
O QUE A SECRETARIA PENSA
“EIa odeia o jeito como eu me visto. Se quiser agradar, vou ter que me vestir sempre assim".
Extraído da Revista Super Interessante de Abril 2010
4/26/2012
Evento na IB Maanaim em Campo Grande
Atenção amigos da zona oeste do Rio de Janeiro e região,
Na próxima sexta-feira às 22h na Igreja Batista Maanaim em Campo Grande acontecerá o VIRADÃO TEENS MAANAIM.
Serão vários convidados:
Na próxima sexta-feira às 22h na Igreja Batista Maanaim em Campo Grande acontecerá o VIRADÃO TEENS MAANAIM.
Serão vários convidados:
- Ir Gilmar Branco com o monólogo Tietê, um sonho de liberdade;
- Cantora Patrícia;
- Juventude da PIB de Moça Bonita;
- Igreja Louvor na Terra;
- Comunidade Evang. Atos;
- Além dos Jovens Radicais Livres da própria Igreja; e é claro...
- Os TEENS MAANAIM!!!
Participem e divulguem!!!
Será uma certamente uma noite de adoração, oração e principalmente de presença de DEUS!!!
Será uma certamente uma noite de adoração, oração e principalmente de presença de DEUS!!!
4/22/2012
Jeová Nissi em Niterói!
Adaptada do filme
americano "The Board", retrata o drama interior vivido por uma
vivida por uma pessoa quando os seis componentes de sua alma - mente, coração,
emoção, memória, vontade e consciência - precisam abrir mão dos diferentes
interesses e, de forma unânime, escolher a direção a seguir. A história, que
mostra ainda como uma tragédia pessoal é capaz de mudar toda a conduta de
alguém, revela que, mesmo tendo uma vida desregrada, existe no íntimo do homem
uma busca por respostas a certas perguntas, como: "Quem sou eu? Para onde
vou?". Apesar das cenas engraçadas que dão um toque especial a essa
peça, seu conteúdo mantém-se intacto, de acordo com o filme, e levanta uma
séria questão com relação à existência do ser humano; Em uma batalha
interior, quem vencerá?
4/07/2012
COMPORTAMENTO - GESTÃO DE TEMPO
Profissionais dizem o que fazem para controlar o tempo O desenvolvedor de software Fabrício Buzeto, 27, conseguiu encontrar um método de gerenciamento de tempo para chamar de seu. Bastou descobrir uma técnica que fracionou seu dia de trabalho em vários períodos de concentração total. Ele utiliza o método Pomodoro (tomate em italiano), que consiste em focar em uma só atividade por 25 minutos ininterruptos e então fazer uma pausa, o que ele apelidou de "cumprir um tomate". Buzeto garante que seu rendimento melhorou desde que começou a utilizar um método concreto de gestão de tempo. "Parei de tentar ser multitarefa e minha produtividade aumentou em 50%." Seu recorde é de "16 tomates" (mais de oito horas) em um único dia. O engenheiro André Cid, 35, é usuário do método Neotriad e diz que sempre gostou dessa teoria (que classifica as tarefas em três categorias: importantes, urgentes e circunstanciais), mas que ainda não havia encontrado uma técnica que se encaixasse em sua rotina. Depois de adotar o Neotriad, ele afirma ter dobrado sua produtividade e agora costuma sair do trabalho às 18h -antes, costumava ficar até as 21h. "É um método de gestão de vida. Eu mudei o meu estilo. Hoje as técnicas de organização e execução estão incorporadas e viraram hábito". A contadora Patrícia Garcia, 35, não teve tanto sucesso. "Eu perdia muito tempo atualizando a agenda. Não tenho tempo para gerenciar o tempo. Aparece o problema e eu tenho que resolver na hora, não consigo agendá-lo para o dia seguinte", diz. Garcia trabalha em média 12 horas por dia e divide o tempo entre a filha, o marido e o trabalho. "Não sobra tempo para a Patrícia", lamenta. DOMÍNIO DAS HORAS GTD "Getting Things Done", ou fazendo as coisas acontecerem, não se baseia no conceito de priorização, mas de identificação das etapas a serem cumpridas. E diz que toda nova tarefa que possa ser executada em menos de dois minutos deve ser realizada imediatamente. www.davidco.com Mapa mental É uma ferramenta para organizar seus pensamentos. Seja para listar tarefas ou para gerenciar um projeto maior, o mapa mental tem como objetivo fazer com que você planeje, liste, entenda e visualize as etapas considerando sempre o todo, o global. www.mindmeister.com Técnica do Post-it Sua listas de tarefas são enormes? Então nem adianta começar porque você certamente vai procrastinar. Para o inglês Mark McGuiness, as atividades de um dia têm de caber em um bloco de papel de 7,6 cm x 7,6 cm. A ideia é lembrar que o dia, assim como o quadrado de papel, é limitado Neotriad Baseia-se em um tripé que classifica as tarefas como importantes, urgentes e circunstanciais. A proposta é reduzir o tempo gasto com urgências e obrigações para investir nas importantes. O software do método ajuda a pôr em prática. www.neotriad.com Zen Habits A técnica defende que é preciso desacelerar para acelerar. Diminuir o estresse para conseguir focar no que realmente é importante. É um blog cujo criador dá dicas de bem-estar e de organização para aumentar a produtividade. www.timemanagementninja.com POSEC Sigla em inglês para priorizar, organizar, racionalizar, economizar e contribuir. O método defende que seus usuários agrupem as tarefas em blocos curtos e elenquem os objetivos por ordem de importância, obedecendo aos cinco critérios descritos acima Pomodoro É a técnica do tomate ("pomodoro" em italiano). O profissional deve fracionar seu dia concentrando-se em uma única atividade por 25 minutos, com uma pausa de 5 minutos. A segunda pausa será de 10 minutos, e a terceira, de 15. www.pomodorotechnique.com |
3/01/2012
2/02/2012
Paradoxo do Nosso Tempo - George Carlin
Nós bebemos demais, gastamos sem critérios. Dirigimos rápido demais, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do "fast-food" e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar "delete".
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores.
Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar.
Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos.
Estamos na era do "fast-food" e da digestão lenta; do homem grande, de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Uma era que leva essa carta a você, e uma era que te permite dividir essa reflexão ou simplesmente clicar "delete".
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão aqui para sempre.
Lembre-se dar um abraço carinhoso em seus pais, num amigo, pois não lhe custa um centavo sequer.
Lembre-se de dizer "eu te amo" à sua companheira(o) e às pessoas que ama, mas, em primeiro lugar, se ame...se ame muito.
Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.
Por isso, valorize sua familia e as pessoas que estão ao seu lado, sempre.
1/01/2012
Do Brasil para...
Estatística do blogspot revela os locais onde esse blog foi acessado. Obrigado a todos vocês que me acompanham nesse espaço! Espero ser bencão em suas vidas!!!
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